Atacadista prevê crescimento de vendas
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terça-feira, 10 de agosto de 2004
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Empresários do setor atacadista estão promovendo convenção do setor esta semana em clima de otimismo. No primeiro semestre deste ano, os atacadistas registraram crescimento nas vendas de 14,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Descontada a inflação, o crescimento real foi de 4,86%. Numa expectativa muito conservadora o presidente da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados, Paulo Hermínio Pennacchi, prevê um crescimento adicional de 5% nas vendas até o final do ano.
Durante abertura da 24 Convenção Anual do Comércio Atacadista Distribuidor, ontem em Curitiba, Pennacchi disse que o setor vem ampliando seu espaço num cenário dominado por supermercados e hipermercados ''pelas beiradas''. Enquanto o setor supermercadista enfrentou queda nas vendas de 18,8% para 16,2% nos últimos dois anos, o setor atacadista manteve crescimento contínuo passando de 35,9% para 38,3% de participação no mercado com o abastecimento do pequeno comércio como supermercados de bairro, padarias, lojas de convêniência e farmácias de até quatro caixas.
Pennacchi apresentou pesquisa do Instituto Nielsen que revela o crescimento do pequeno varejo na preferência do consumidor por sua localização próxima, variedade de produtos, atendimento e preços mais baratos em relação às grandes redes. De acordo com o empresário, o pequeno varejo tem estrutura de custo mais barata, é mais ágil e pode transferir essas facilidades para preços menores. Além disso, tem condições de oferecer mais opções de marcas ao consumidor diante da facilidade de manter a marca que vende e descartar rapidamente aquela que não vende.
O setor atacadista movimentou R$ 64,1 bilhões no ano passado com o fornecimento de produtos para cerca de 910 mil pontos de venda em todo o País. O Paraná é o terceiro estado onde o comércio atacadista mais fatura, com uma participação de 4,7% no total do faturamento. De acordo com Pennacchi, 83% dos municípios brasileiros dependem do abastecimento do comércio atacadista, diante da dificuldade de logística de serem atingidos pela distribuição da indústria, que por sua vez depende de transportadoras. O setor mantém uma frota de 48 mil veículos, sendo 26 mil próprios e o restante, terceirizado. A capilaridade do setor depende de um contingente de 69 mil representantes e vendedores.
O empresário Roberto Wibner, da Indústria de Refrigeração Eletrofrio, está otimista com a expectativa de vendas para o setor atacadista. Ele espera incrementar as vendas de sua empresa em 15% com o surgimento de um novo nicho de mercado que é oferta de produtos perecíveis em embalagens maiores pelos atacadistas. Com isso, eles precisam de equipamentos para atender com qualidade o pequeno comércio, destacou.


