Brasília - Os preços da gasolina e do gás de cozinha devem permanecer estáveis em 2005, segundo projeção divulgada ontem pelo Banco Central. Num cenário mais otimista, diz o BC, os combustíveis podem, inclusive, ficar mais baratos no ano que vem.
As estimativas foram citadas na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do BC (Copom), que, na semana passada, elevou os juros básicos da economia de 17,25% ao ano para 17,75%. Segundo o documento, a disparada na cotação do petróleo no mercado internacional foi a principal responsável pelos reajustes ocorridos no Brasil. A gasolina e o gás de cozinha tiveram seus preços aumentados em 13% e 6,5%, respectivamente.
Ainda de acordo com o texto, pode haver uma redução nos preços dos combustíveis caso a cotação do petróleo mantenha sua trajetória de queda de agora em diante. O próprio BC ressalta, porém, que existem riscos associados a essas previsões. ''Embora tenha havido recuo considerável em relação aos valores máximos de outubro, os preços (internacionais do petróleo) ainda continuam em níveis elevados.''
No final de 2003, o BC projetava em 9,5% e 3,5%, respectivamente, os reajustes esperados para a gasolina e para o gás de cozinha neste ano. Apesar das incertezas, o BC conta com esse cenário mais favorável para poder cumprir a meta de inflação de 5,1% fixada para o ano que vem. ''O Copom tirará proveito máximo de eventuais choques favoráveis, como reduções não antecipadas nos preços dos combustíveis, como oportunidade para reaproximar a inflação da trajetória de metas'', afirma o documento.

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