Ata do Copom traz previsão de inflação maior
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quinta-feira, 24 de julho de 2014
Agência Estado 
Brasília - O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou as projeções de inflação para 2014 e 2015 em todos os cenários, segundo a ata divulgada ontem. O Banco Central aumentou a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2014 no cenário de referência em relação ao valor considerado na reunião de maio, e a estimativa permanece acima do centro da meta de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
No cenário de mercado, a projeção de inflação para 2014 também subiu em relação ao valor considerado na reunião de maio, e permanece acima da meta para o IPCA. Para 2015, nos cenários de referência e de mercado, a projeção de inflação aumentou em relação ao valor considerado na reunião de maio e também permanece acima do centro da meta.
No Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado no fim de junho, o BC informou que a expectativa de inflação ao final de 2014, pelo cenário de referência, era de 6,4%, embora já considerasse os juros em 11% ao ano. No cenário de mercado, a projeção do RTI para o final de 2014 era também de 6,4%.
Câmbio
O Copom manteve sua premissa para o câmbio em R$ 2,20 pelo cenário de referência. Na ata anterior, divulgada em junho, a projeção também era de R$ 2,20. O valor considerado para o dólar está próximo ao negociado no dia em que o colegiado decidiu manter a Selic em 11% ao ano, quando o dólar fechou em R$ 2,2220. No mercado futuro, o dólar para agosto fechou no dia da reunião do Copom, na semana passada, em R$ 2,2330.
Para a taxa básica de juros, o colegiado manteve a premissa considerada de 11,00% ao ano em todo horizonte relevante.
Energia
O BC passou a considerar um impacto maior das tarifas de energia na inflação até o fim do ano, segundo ata divulgada ontem. O Copom elevou de 11,5% para 14% a estimativa de alta nos preços de eletricidade em 2014. O BC considera, ainda, que ocorrerá redução de 3,8% nas tarifas de telefonia fixa.
A projeção de reajuste dos preços administrados para 2014 foi mantida em 5%. Segundo a ata da última reunião, a projeção para este ano considera variações de preços, ocorridas até junho, de 0,7% no preço da gasolina e de 0,7% no gás de bujão. Na ata referente à reunião anterior esses valores eram, respectivamente, de 1,8% e 0,5%, considerando variações até abril. Para 2015, a projeção de reajuste dos preços administrados subiu de 5% para 6%. E, desta vez, o BC incluiu a projeção de alta dos administrados para 2016, que ficou em 4,8%.


