Ata do Copom prevê queda dos juros
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sexta-feira, 08 de junho de 2012
Fernando Nakagawa e Celia Froufe <br> <br> Agência Estado 
Brasília - A piora da situação na Europa e a avaliação de que a recuperação da economia brasileira tem sido bastante gradual abrem caminho para que os cortes de juro continuem. O recado foi dado ontem na ata da reunião de maio do Comitê de Política Monetária (Copom). No texto, o Banco Central (BC) sinaliza que, com ''parcimônia'', a taxa Selic pode seguir em queda porque não há preocupação com a inflação.
Analistas, que previam apenas mais uma redução em julho, já falam em dois cortes e juro de 7,5% ao ano em agosto. Para explicar a decisão, o Copom demonstrou preocupação extra com os desdobramentos da crise internacional.
Além da piora já conhecida do comércio exterior, aplicações financeiras e oferta de crédito, o texto destaca que o Brasil também passou a sofrer com a deterioração da confiança dos empresários. No primeiro trimestre, o dinheiro gasto com novos projetos caiu 1,8% na comparação os últimos três meses de 2011.
Com a nova via de contaminação, a ata deixou de trazer a análise de que a atual crise terá, para o Brasil, efeito equivalente a um quarto dos problemas vividos entre 2008 e 2009. Somados, o efeito da crise externa e a economia interna que patina fizeram com que a previsão do BC para a inflação em 2012 diminuísse para em torno de 4,5%, no centro da meta para o ano.


