Estudo realizado pelo Banco Central e divulgado ontem sugere a possibilidade de aumento dos combustíveis. Ao projetar inflação menor que a esperada para esse ano (leia mais na página 3), o governo reforça argumentos de integrantes da equipe econômica para que se aumentem os combustíveis até o final de novembro. Caberá ao presidente Fernando Henrique Cardoso tomar a decisão política sobre o assunto.
O BC já considera o reajuste tão provável que, no mês passado, incorporou a seus estudos a hipótese de alta de 5%. Na ata divulgada, esse cenário foi mantido.
Do ponto de vista do cumprimento da meta de inflação, o reajuste em 2000 é considerado conveniente. A alta impactaria a inflação de 2000, garantindo folga maior para o cumprimento da meta de 2001, de 4%.
Cada mês, o Copom avalia o ritmo da inflação e fixa as taxas básicas de juros. Se as perspectivas são boas, há espaço para quedas nas taxas. Na semana passada, o cenário adverso recomendou manter a taxa em 16,5% anuais.

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