O vereador petista Jacks Dias (PT), que apresentou substitutivo ao projeto 172/2010 mantendo o atual horário de comércio, se diz favorável à flexibilização. Mas alegou que isso não deve ser feito pelo Código de Postura e sim em negociações entre patrões e empregado. ''A negociação é a única moeda de troca do trabalhador. Não podemos tirar esse direito dele'', argumentou. Para Dias, a estensão até às 20 horas interessa acima de tudo aos grandes empresários. ''Mas tem muito comerciante que não quer essa mudança'', garantiu.
Presidente da Comissão de Justiça, Sebastião dos Metalúrgicos (PDT) concordou. ''Eu acho que tem de ficar como está. Qualquer empresário que quiser abrir em outros horários deve negociar com o sindicato.'' Também contrária ao projeto, a petista Lenir de Assis disse que há uma ''série de questões'' a serem esclarecidas. ''Será que os direitos dos trabalhadores serão resguardados? Será que haverá creche aberta até às 20 horas para as mães funcionárias.'' O colega Eloir Valença foi mais sucinto. ''Sou do PT e tenho de votar junto com os trabalhadores.''.
Os cinco vereadores que não definiram posição alegaram precisar ouvir antes os dois lados envolvidos na questão. ''Eu espero que seja realizada a audiência pública. Londrina tem de debater este tema'', disse o peemedebista Tito Valle. ''Não dá para definir sem antes ouvir os prós e contras. Vamos esperar a audiência pública'', afirmou Rony Alves (PTB). (N.B.)

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