Os suinocultores do Norte do Paraná ainda não estão conseguindo enviar animais vivos para São Paulo e o Mato Grosso do Sul. Na última quinta-feira, o governo de São Paulo anunciou que havia levantado as barreiras sanitárias com o Paraná, o que ainda não ocorreu, conforme denuncia a Regional Norte da Associação de Suinocultura do Norte do Paraná (Assuinopar/APS). Antes das suspeitas de foco de aftosa no Estado, os paranaenses enviavam semanalmente entre 10 mil e 15 mil animais vivos por semana.
Além disso, há mais de um mês as granjas estão mantendo matrizes e reprodutores que deveriam ter sido comercializados com outros Estados, mas que não podem ser transportados devido às barreiras. ''Esses animais consomem cerca de dois quilos de ração por dia, o que gera um enorme prejuízo aos criadores'', afirma José Luiz Vicente da Silva, presidente da Regional Norte da Assuinopar/APS. O Paraná é o segundo maior produtor de suínos do País.
A entidade alega que se as matrizes e reprodutores forem vendidos para abate, os criadores terão prejuízos de mais de R$ 300 por cabeça. ''Os compradores desses estados já possuem financiamentos aprovados e se não receberem esses animais do Paraná irão comprar de outros fornecedores, o que certamente irá comprometer futuras comercializações'', avalia Silva.
Preço - Além dos prejuízos causados para criadores de animais selecionados, os suinocultores com carcaças para abate também estão sem mercado. São Paulo era considerado o principal mercado consumidor paranaense. As barreiras provocaram uma redução de R$ 0,50 no preço do quilo do suíno vivo. Antes da ''crise'', o quilo era comercializado por R$ 2,50, agora está em R$ 2.
''A Suinopar apoiou todas as medidas da Seab (Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento) quando surgiu as suspeitas de foco de aftosa, mas após diversas análises, provas e contra provas, o Lanagro atestou que não se configuravam as suspeitas de focos de aftosa, mas o Ministério da Agricultura até agora não nos enviou um comunicado oficial. É lamentável que o próprio ministério não confie em seu laboratório oficial, trazendo prejuízos incalculáveis aos suinocultores do Paraná e do Brasil'', finaliza Silva.

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