Associativismo avança no setor de autopeças
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quinta-feira, 02 de junho de 2011
Victor Lopes <br> <br> Reportagem Local 
São Paulo - O aumento e a modernização da frota de automóveis que circula pelas principais cidades do País está fazendo com que o comércio de autopeças e de oficinas procure novas formas de se organizar. Para atender seus clientes e sobreviver com competitividade no mercado, muitos estabelecimentos estão se aliando a grandes marcas do setor. Um modelo que começa a ganhar espaço no Brasil é o formato associativista, que funciona como uma espécie de franquia. O empresário do ramo de varejo de autopeças, por exemplo, se organiza em rede, padronizando a comunicação visual do estabelecimento e se enquadrando às regras exigidas pela marca, mas preserva as características do seu comércio.
No País, a Distribuidora Automotiva, empresa do Grupo Comolatti, é a prova que esse conceito pode ser bastante lucrativo. Desde 2009, a empresa aposta no associativismo através da Rede PitStop, com um salto de 129 para 500 postos de venda em menos de dois anos. No Paraná, já são 51 estabelecimentos associados à rede, com expectativa de crescimento de 20% até o final do ano. ''Há 35 dias, realizamos a primeira reunião de expansão para Londrina e Maringá. Fazemos uma pesquisa que avalia os lojistas que podem se adequar ao nosso perfil de negócio. Ainda não foram fechados contratos na região, já que os empresários têm um período para avaliar se querem fazer parte da rede'', explica Rodrigo Carneiro, diretor comercial da Distribuidora Automotiva.
De acordo com os representantes da PitStop, a maior dificuldade é fazer os empresários mudarem todo perfil dos negócios, principalmente quando o assunto é a gestão. Além do investimento estrutural, o colaborador deverá seguir regras, passar por processo de capacitação e ainda ser visitado por consultores. Tudo isso para seguir um modelo de operação. ''No ramo de autopeças, já estamos caminhando para mais de 200 mil itens. Está cada vez mais difícil reparar um veículo, daí a importância desta mudança. Nosso objetivo não é preço, mas sim que o consumidor final valorize todo o serviço'', avalia Carneiro.
Integrar-se a uma grande marca, segundo Paulo Fabiano Navi, gestor de negócio da Automotiva, pode significar um incremento de 30% no faturamento. Ele cita casos de empresários do Sul e Sudeste - onde a Rede PitStop atua com maior força - que tiveram crescimento satisfatório.
Segurança
Outro fator que os gestores da marca citam é a importância de realizar serviços automotivos de qualidade, pensando na segurança dos clientes. Carneiro cita dados que apontam que 35 mil pessoas morrem em acidentes automobilísticos todo o ano, e estima-se que 30% acontecem devido a má aplicação ou baixa qualidade das peças. ''O mercado tem que ter consciência sobre a segurança veicular. Quem é ligado ao setor tem que apoiar marcas que investem em tecnologia e peças de qualidade'', completa ele.


