Associações investem na pesquisa para melhorar raça Vânia Casado De Curitiba As associações de criadores de gado estão procurando cada vez mais a pesquisa para o melhoramento das raças. A Associação Paranaense de Criadores de Charolês firmou uma parceria com a PUC-PR, para a seleção de rebanhos de animais charoleses, que envolve desde a classificação do touro até a identificação científica dos melhores rebanhos para pesquisa de desenvolvimento da raça no Brasil. A Associação Brasileira de Criadores de Gado Caracu aposta nos experimentos realizados pela Embrapa-Gado de Corte, de Campo Grande, que apontam a fêmea Caracu como melhor resultado no cruzamento Nelore/Europeu. O trabalho foi coordenado pelo pesquisador Kepler Euclides Filho. De acordo com o professor Felipe Pohl de Souza, da PUC-PR, o projeto com o gado Charolês visa certificar a raça de maneira científica e ampliar o volume de informações técnicas para o criador. A raça já comprovou seu potencial em 70 anos de criação no Paraná, e agora é necessário comprovar cientificamente as características que valorizam a raça. ‘‘Não basta dizer que o touro tem ganho de 2,5 quilos por dia. É necessário estabelecer parâmetros para comprovar esse ganho’’, explica. A raça charolesa já vem sendo escolhida para cruzamentos genéticos, participando do surgimento de novas raças como o Canchim e recentemente a raça paranaense Purunã. Na pesquisa realizada pela Embrapa, os animais 75% Caracu/Nelore foram os que apresentaram a melhor conversão alimentar, melhor ganho de peso e melhor adaptação ao meio.