O desperdício da energia elétrica no Brasil gerou uma nova atividade, a de conservação de energia, oficializada com a criação da Abesco - Associação Brasileira de Empresas de Serviços de Conservação de Energia, ontem pela manhã. Nos moldes da americana Esco (Energy Service Company), a brasileira reúne 20 empresas privadas de todo o País.
A Eletrobrás e a Agência para a Aplicação de Energia (órgão da Secretaria de Energia de São Paulo) entraram com recursos para a criação e início de atividades da Abesco. ‘‘A meta para 97 é investir R$ 70 milhões com o objetivo de poupar 1,7 milhão de MWh/ano’’, disse o diretor-tesoureiro da Abesco, Djamil de Holanda Barbosa. Essa energia poupada, disse Barbosa, equivale ao consumo anual de 700 mil residências. A Eletrobrás entrará com 40% do investimento.
A atuação da Abesco se dará por contrato de risco com a remuneração correspondente à energia poupada. ‘‘Vamos levar ao cliente a tecnologia de combate ao desperdício e a engenharia financeira, os recursos’’, disse Barbosa. Os governo federal e estadual também terão retorno do investimento. ‘‘Com a economia dessa quantia de energia se evita, por exemplo, a construção de uma usina hidrelétrica para a geração de 250 MW, a um custo de R$ 500 milhões.’’

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