Curitiba - Aproximadamente 100 trabalhadores lesionados realizaram uma manifestação, ontem de manhã, em frente à Delegacia Regional do Trabalho (DRT-PR), em Curitiba, para pedir a intervenção do órgão no processo de demissão dos trabalhadores da fábrica da Audi-Volkswagen, situada em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
O plano de reestruturação da empresa prevê corte de 900 trabalhadores na unidade parananaense. Representantes da Associação em Defesa dos Lesionados do Trabalho (ADLT), que organizou a mobilização, denunciaram que a empresa está aproveitando esse processo para demitir trabalhadores lesionados ou que já tiveram histórico de lesões relacionadas ao trabalho dentro da empresa.
Segundo o presidente da ADLT, entre os 900 funcionários a serem demitidos, estão incluídos 535 que atualmente estão afastados de suas funções, recebendo auxílio da Previdência Social. Na ocasião, os trabalhadores entregaram um documento ao delegado regional do Trabalho Geraldo Serathiuk relatando a situação. Serathiuk se comprometeu a agendar uma mesa de negociação com a montadora já para o início da próxima semana.
''Se a empresa estiver demitindo prioritariamente trabalhadores com histórico de doenças do trabalho, é um ato de discriminação'', disse o delegado. Segundo ele, funcionários afastados pelo INSS ou que tenham retornado há menos de um ano para a empresa têm estabilidade de emprego.
A assessoria de imprensa da Volks disse que não existe fundamento nas denúncias da associação. ''A empresa não vai comentar porque até agora não foram feitas demissões por causa do plano de reestruturação'', informou a assessoria.

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