Curitiba - A Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE) entrou na Justiça para pedir a suspensão de uma portaria do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) que estaria prejudicando a produção das empresas que trabalham na área. Segundo a APRE, a emissão de autorizações para preparação de áreas de plantio está suspensa desde setembro do ano passado, e deve permanecer suspensa pelo menos até março.
A suspensão foi decretada inicialmente por uma portaria que foi reeditada por três vezes. Para o presidente da APRE, Roberto Gava, a medida vai acabar por paralisar o setor de extração florestal e de reflorestamento do Estado.
''O setor de base florestal representa hoje o segundo lugar nas exportações do agronegócio do Paraná. Proibir toda e qualquer atividade florestal acarreta em grandes prejuízos não só para as empresas como para todo o Estado, afinal de contas inviabiliza uma das mais fortes atividades econômicas e geradora de impostos do Paraná'', destacou Gava.
Segundo o advogado da entidade, Antônio Carlos Ferreira, a reedição das portarias estaria exorbitando o poder que o IAP tem para regular a atividade florestal no Paraná. ''A portaria está sendo reeditada de modo arbitrário, impossibilitando a atividade econômica e da livre iniciativa'', destacou. Segundo Ferreira, a proibição se estende a todas as áreas do Estado.
Já o presidente do IAP, Rasca Rodrigues, nega que a portaria tenha alcance em todas as áreas do Paraná. Rasca reconhece, porém, que ela afeta justamente a área do Estado que sedia o maior número de empresas da área.
''A portaria suspende a autorização do plantio apenas nas áreas com araucária e imbuia, que estão ameaçadas de extinção. Isso é fruto de um entendimento que temos com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)'' salientou.
Para o presidente do IAP, a pendenga judicial é fruto da tradicional luta entre os interesses econômicos e os ambientais. ''Temos que preservar a mata nativa até encontramos um modelo de licenciamento que evite a extinção das espécies'', acredita Rodrigues.

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