Associação Médica planeja centro de convenções próprio
A Associação Médica de Londrina (AML) quer um centro de convenções próprio para abrigar até 2,5 mil pessoas. O prédio deverá ter 12 mil metros quadrados, incluindo térreo, mezzanino, dois subsolos e uma torre com sete pavimentos. O dinheiro para esse projeto virá de uma fundação que ainda será criada pela entidade. O projeto arquitetônico e a proposta para estudo de viabilidade da obra já existem. A questão agora é tempo.
Em 2002, a entidade promoveu 105 eventos na cidade que reuniram 8,7 mil participantes, inclusive do exterior. Segundo o consultor da BSH, José Ernesto Marino Neto, a medicina é responsável por 45% dos eventos realizados na capital paulista. Isso se deve à necessidade de constante atualização e ao grande número de especialidades da área. ''Londrina deveria dar mais atenção às necessidades dessa categoria que, no futuro, pode transformar a cidade num pólo de difusão técnica e científica'', sugeriu.
Cada visitante que chega a Londrina atraído por algum evento ou negócio gasta, em média, R$ 320,00 por dia. Até mesmo aqueles que vivem aqui colaboram com a cadeia produtiva deste segmento. Esse investimento alimenta o comércio e também os cofres públicos com o pagamento de impostos. Para o diretor municipal de turismo Lourival Germano, a cidade e seus distritos estão descobrindo que têm vocação para a área. ''Estamos juntando forças'', resumiu.
De acordo com Maitê Uhlmann, Londrina terá boas surpresas nesse ramo a médio prazo. A inauguração de três novos hotéis, nos próximos dois anos, também é esperada. Eles criarão mais 472 quartos que se somarão aos 2,4 mil existentes. Iniciativa privada e setor público concordam que obras e união de poderes são fundamentais para o desenvolvimento dessa indústria. Porém, antes de tudo é preciso uma conscientização geral.





