A Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais de Londrina (BPW Londrina) manifestou-se no início da semana contrária à proposta de alteração do horário do comércio na cidade. A entidade diz que solicitou às 180 associadas que se posicionassem sobre a proposta, sendo que 80 delas responderam por e-mail. A maioria, segundo a BPW, afirmou ser farovárel à continuidade do atual horário.
  Um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal permite a abertura do comércio varejista de calçada até as 20 horas, de segunda-feira a sábado. Mas a proposta enfrenta resistência dos empregados do setor e da Igreja Católica.
  A presidente da associação, Vania Obara, afirma que as empresárias acreditam não existir segurança para que as lojas do centro fiquem abertas depois das 18 horas. Ela acredita que os compromissos das mulheres em casa também influenciaram na posição delas contra a mudança do horário. ‘‘Isso certamente tem um peso maior para as mulheres que para os homens’’, alega.
  A postura da Igreja também contribuiu. ‘‘Embora não se direcione a questões de ordem religiosa, a BPW Londrina não pode deixar de apoiar as palavras de dom Albano (arcebispo emérito da cidade)’’, afirma. Segundo a Igreja, a abertura das lojas até as 20 horas prejudica a convívio familiar dos empregados do comércio.
  Dona da Blase Modas, Marlene Ferreira de Souza diz que a falta de segurança no centro é a razão principal para se posiconar contra a mudança de horário. ‘‘Neste período do ano, que escurece mais cedo, a gente já tem de pedir para o segurança da quadra acompanhar as clientes até o carro. Imagine às 20 horas’’, destaca ela, cuja loja fica na Rua Pio XII. O projeto de lei ainda não está na pauta de votação da Câmara.

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