Associação de agrônomos tem nova diretoria
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terça-feira, 02 de julho de 2013
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
Tomou posse na noite de ontem, na sede da Associação dos Engenheiros Agrônomos (AEA) de Londrina, a nova diretoria que administrará a entidades pelos próximos dois anos. O novo presidente, eleito com 86 votos, é o engenheiro agrônomo João Nunes Benito, de 34 anos. Ao lado dele irão atuar os agrônomos Oswaldo Calsavara (vice-presidente), Irineu Zambaldi (diretor técnico), Carlos Henrique Garcia (diretor administrativo), Francisco Barbosa Lima (diretor de patrimônio) e Osvaldo Fustinoni (diretor financeiro).
Formado pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) em 1999, Benito atua em uma empresa privada, no setor de fertilizantes. "Meu principal objetivo é trazer novos associados para a entidade, promover a união dos profissionais e divulgar a profissão", resume o novo presidente, destacando que a chapa vencedora, "Juntos Somos Mais Fortes", tem o apoio da antiga diretoria da AEA
"Fundada em 1969, a associação sempre teve uma diretoria ligada à iniciativa pública. Partiu do último presidente a decisão de renovação e oxigenação, trazendo pessoas novas à diretoria", justifica Benito.
No Paraná, são cerca de 10,8 mil engenheiros agrônomos atualmente. Já Londrina tem hoje 1,5 mil profissionais, mas apenas 10% participam da entidade de classe, segundo o presidente da AEA. A meta da nova diretoria é conquistar novos associados para que tragam novas ideias.
Hoje, de acordo com Benito, o gargalo da profissão está na desvalorização do profissional. "O próprio agrônomo não se valoriza, por isso a nossa meta é mostrar a importância da agronomia para a sociedade e defender a profissão."
Para ele, pelo volume de faturamento do agricultor, o investimento na assistência técnica torna-se barato. "Como o produtor tem assistência de graça pelas revendas, não valoriza o trabalho do agrônomo de maneira correta", opina.
Com 13 anos de experiência na profissão, Benito acredita que fará uma gestão tranquila por contar com o apoio dos antigos presidentes da AEA. "Hoje, o perfil do agrônomo é de jovens que atuam em instituições de pesquisa, revendas, cooperativas e multinacionais. E o mercado de trabalho está aquecido, em função da ascensão da agricultura, que responde por 22% dos empregos, 20% das exportações e 12% do PIB do País", finaliza o presidente.


