Associação dá dicas para pagar menos IR com o PGBL
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sábado, 09 de dezembro de 2006
Reportagem Local 
A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor- Pro Teste desenvolveu um simulador (www.proteste.org.br) em que é possível calcular se vale a pena aderir a um plano de previdência privada, o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) agora no final do ano, para pagar menos imposto de renda. O PGBL permite que todo depósito feito nele reduza a renda bruta usada na base de cálculo do Imposto de Renda a pagar, limitado a 12%. Porém, ele só é uma boa opção para quem quer poupar no longo prazo, faz declaração de Imposto de Renda no modo completo e dispõe de dinheiro para depositar num plano de previdência privada.
Só serão considerados para o Imposto de Renda que será feito no próximo ano, os depósitos feitos nesses planos até 29 de dezembro (último dia útil deste ano). É uma forma de reverter para benefício próprio parte do que seria destinado ao IR, em março. Atualmente, 7,5 milhões de brasileiros têm planos de previdência complementar, o que corresponde a menos de 5% da população do país, com R$ 100 bilhões em planos de previdência privada.
A previdência complementar se estruturou como opção de investimento de longo prazo, com benefícios fiscais atraentes. E tem portabilidade, que permite à pessoa transferir, sem restrições, recursos de uma instituição para outra. Como se trata de um investimento para a toda a vida, deve ser feito com muito planejamento.
Quanto mais cedo e maior o valor da contribuição para um plano de previdência, melhor será a aposentadoria no futuro. Quem aplica no PGBL, pode deduzir do Imposto de Renda até o limite de 12%. Durante todo o período em que se acumula o recurso, não há tributação. Essa é a vantagem sobre as demais aplicações financeiras.
Como um grande contingente de brasileiros é isento ou declara pelo formulário simplificado da Receita Federal, a opção é investir no Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL), mas ele não oferece abatimento do IR. Ele atrai trabalhadores de um mercado de trabalho cada vez mais informal. Em setembro passado, o VGBL ficou com 65% do total de contribuições, ante 21% do PGBL.
Antes de se decidir pela instituição que cuidará do dinheiro da aposentadoria a Pro Teste recomenda cautela. Uma escolha equivocada, tanto da seguradora quanto do tipo de produto, pode acarretar dor-de-cabeça em vez de assegurar um futuro mais tranquilo. O melhor a fazer é informar-se bem, optando por empresas mais conhecidas e sólidas. Para o investidor conservador, é indicado plano que priorize fundos de renda fixa. Para os ousados é possível optar por aplicações mais arrojadas e voláteis, como a Bolsa de Valores.
As seguradoras cobram duas taxas nos planos de previdência privada. A mais conhecida é a de administração, como ocorre em qualquer fundo de investimento. A segunda taxa é chamada de carregamento - percentual da contribuição que não será adicionado às reservas do consumidor, mas embolsado pela instituição para cobrir os custos e garantir o lucro.


