Ribeirão Preto - A diretora-executiva da Associação Brasileira do Agronegócio de Ribeirão Preto (Abag-RP), Mônika Bergamaschi, criticou ontem as altas taxas de juros definidas pelo governo federal e a baixa cotação do dólar, engrossando o coro de descontentes do agronegócio em relação à política monetária. A executiva defendeu e enfatizou as opiniões dadas pelo ministro Roberto Rodrigues, da Agricultura, em entrevista ao jornalista Celso Ming, publicada na edição de ontem do jornal O Estado de S. Paulo. Entre outros temas, o ministro disse que a alta nos juros gera a entrada de capital especulativo no País e derruba o dólar.
''Realmente não sei qual a saída para o agricultor. Os juros estão altos demais, o crédito oficial é pouco e obriga a ir buscar dinheiro a juros de mercado, hoje em 18%, 19% ao ano'', disse Mônika.
A diretora-executiva da ABAG-RP lembrou ainda que a seca, os altos custos de produção de algumas culturas e o baixo preço pago ao agricultor devem piorar ainda mais o cenário neste ano. ''E ainda querem cobrar mais imposto do agricultor. Desde o final do ano passado só tenho ouvido reclamações do setor'', completou.

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