O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), José Augusto Rapcham, lamentou ontem a aprovação do projeto. Apesar de não conhecer o teor da proposta, Rapcham disse ser contrário a todo e qualquer projeto aprovado em regime de urgência pela Câmara. ''Geralmente as propostas aprovadas em regime de urgência não tem qualquer urgência. Ou elas trazem benefício para alguém ou se refere à alguma coisa que tem que ser resolvida rapidamente'', avaliou.
Na sua opinião, a Câmara deveria, primeiramente, expor e discutir com a sociedade e entidades todos os projetos que serão votados. ''Os nossos representantes ou 'pseudo-representates' deveriam conhecer a nossa opinião para somente depois votar. A sensação que temos é que esse projeto ou atrapalha um ou ajuda alguém e isso só o tempo dirá'', observou. Segundo Rapcham, a Acil apóia todo tipo de empreendimento que trará algum benefício para a cidade e está amparado pelas leis.
''Mas as regras do jogo não podem ser mudadas. Não aceitamos que alguém se beneficie ou seja prejudicado porque houve manipulação dessas leis'', disse o presidente da Acil. Informado pela reportagem sobre o teor do projeto, ele afirmou que a entidade apóia qualquer empreendimento, desde que este não mude o perfil da região, que deve estar preparada para recebê-lo. (F.M.)

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