Curitiba - A Associação Comercial do Paraná (ACP) é a mais nova entidade a ter um Código de Ética. O documento lançado ontem é voltado para os funcionários, conselheiros, diretores, fornecedores e associados. A elaboração do material levou cerca de dois anos e meio e unifica critérios, orienta ações e responsabilidades, e discrimina sanções e o procedimento para aplicação no caso de infrações. As punições vão de censura, advertência e suspensão até destituição de cargo ou função. A pretensão tornar-se um modelo para a comunidade e ser até adotado por empresas.
O consultor jurídico da ACP e um dos redatores do código, o advogado Cleverson Marinho Teixeira, lembrou que várias entidades têm o seu código de ética. ''Hoje há uma necessidade maior de se trilhar caminhos éticos'', disse. Para ele, a ética não é apenas uma coisa bonita, para o bem e satisfação do espírito, mas é extremamente prática e até rentável.
Teixeira acredita que a conduta ética leva ainda a uma capacidade melhor de resolver problemas, superar crises com mais objetividade, rapidez, agilidade, acerto e propriedade nas empresas e nos países. ''As famílias e comunidades que têm relacionamento ético possuem mais condições de se desenvolverem e dar satisfação para seus integrantes e trazer ganho de competitividade'', disse. Para ele, a ética tem um resultado até de ordem econômica e não apenas o sentido espiritual.
A coordenadora da comissão que elaborou o documento e ex-presidente da ACP, Maria Christina de Andrade Vieira, destacou que ética tem sido muito questionada no universo político. Segundo ela, o código da ACP pode ser adotado por qualquer empresa.
O documento contém atitudes que são esperadas de funcionários, fornecedores e associados. A expectativa dela é que seja ampliado o debate a respeito do tema e transformado em ações do cotidiano.
''A diferença deste código para outros adotados por várias instituições, é que o nosso contempla normas para serem seguidas tanto dentro como fora da instituição'', diz o relator do código e ex-presidente da ACP, Jonel Chede.
Foram utilizados como subsídio os códigos de ética de outras instituições

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