A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor-Pro Teste (www.proteste.org.br) levou 28 vinhos tintos finos e secos ao laboratório para revelar a escolha certa para a ceia de Natal. Os vinhos analisados foram os tintos secos brasileiros, argentinos e chilenos mais encontrados nas prateleiras no Brasil e que custam, em média, entre R$ 15 e R$ 50 por garrafa. Não foram incluidos vinhos meio-secos nem com designações especiais, como os vinhos ‘‘reserva’’.
  O melhor do teste foi o Cabernet Sauvignon Terrazas de los Andes, da Argentina, safra 2004, encontrado por R$ 22,90 a R$ 37,90. E a escolha certa (melhor relação qualidade/preço do teste) ficou com o Cabernet Sauvignon brasileiro Boscato, safra 2004, que custa entre R$ 11,39 a R$ 17,90. Nos locais onde ele não é encontrado outra opção com boa relação qualidade/preço é o Miolo Seleção 2004 com preço entre
R$ 9,60 a R$ 28,50, dependendo do local da compra.
  O teste avaliou os rótulos dos produtos, os teores alcoólico e de acidez, a quantidade de conservantes
e a fermentação maloláctica. Foram feitas também duas degustações: uma, por um painel de consumidores leigos, e outra, por sommeliers.
  Em geral, os rótulos trazem todas as informações exigidas por lei. Mas ainda falham quando não advertem que o consumo excessivo de vinho é prejudicial à saúde e que menores de 18 anos não devem consumi-lo.
  Trapiche, Trivento, Miolo Gamay e Adega do Vale dizem em seus rótulos que são secos, mas trazem um teor de açúcares mais elevado que o aplicado a essa denominação de venda e, por isso, são caracterizados como meio-secos.
  Os vinhos testados foram bem na acidez e na quantidade de conservantes. Também não fizeram tão feio em nenhuma etapa da degustação, apesar de terem sido mais bem avaliados pelos consumidores leigos.
  Na pesquisa de preços, a Pro Teste descobriu que quem pretende comprar várias garrafas de vinho, deve fugir dos hipermercados e ter cuidado com algumas adegas e importadoras. Contradição foi encontrar adegas e importadoras com ótimos preços, enquanto outras cobram verdadeiras aberrações. Em geral, há boas ofertas nos supermercados. Mas isso não é uma regra.
  E atenção: nem sempre os vinhos mais caros são os melhores. O Trapiche, por exemplo, custa bem menos que o Cousino Macul e foi mais bem avaliado que este. Ao comprar um vinho, é preciso seguir o gosto pessoal. Por que levar para casa um Cabernet Sauvignon, se você gosta mesmo é da uva Malbec?

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