Assistência a idoso abre novo campo de trabalho
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domingo, 28 de setembro de 1997
Agência Estado São Paulo 
Arquivo FolhaTerceira idade cresce e eleva procura por profissionais especializadosA prestação de serviços a idosos pode ser uma boa opção para quem busca um espaço no mercado de trabalho. De acordo com Paulo César Ribeiro, diretor da Ad Vivum Psicólogos Associados, consultoria em Recursos Humanos, a procura por profissionais especializados no atendimento de pessoas da terceira idade vem crescendo nos últimos anos. A busca por esses profissionais ocorre, principalmente, por parte de instituições sociais, comenta. Mas há também empresas particulares interessadas.
Segundo José Carlos Ferrigno, psicólogo da Gerência da 3ª Idade do Serviço Social do Comércio (Sesc) e um dos coordenadores de cerca de cem profissionais voltados para o atendimento de idosos no Estado de São Paulo, a procura por esses profissionais vem crescendo por causa do envelhecimento da população. Em 1940, a expectativa de vida era de 50 anos e hoje é de 65 anos, afirma. A previsão é de que a população idosa saltará de 12 milhões para 32 milhões em 27 anos.
Esse crescimento abre espaço para a atuação de profissionais dos mais diversos setores. A gerontologia é uma ciência multidisciplinar, explica Ferrigno. Na área da saúde, ele cita os profissionais envolvidos na recuperação ou reabilitação de pessoas idosas, vítimas de fratura, derrames cerebrais, mal de Alzheimer, depressão, etc. Além do geriatra, estão envolvidos outros profissionais na recuperação desses pacientes, como enfermeiras, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, psicólogos e psiquiatras, por exemplo.
Na gerontologia social, há mercado para o sociólogo, assistente social, pedagogos e também para os chamados técnicos em lazer - profissionais das mais diferentes áreas, como de educação física, turismo, psicologia, teatro e outras. No Sesc, por exemplo, trabalhamos com atividades culturais e de lazer que envolvem os mais diversos profissionais, diz Ferrigno. Como não há formação específica nas escolas técnicas e faculdades para esse profissional, o início da carreira é como animador cultural. Ele vai participar da promoção de eventos e atividades em grupo voltadas para o idoso.
A falta de especialização dificulta até a contratação de profissionais pelas empresas criadas exclusivamente para o atendimento do idoso, como é o caso da Gerocare. Temos dificuldade em encontrar profissionais com formação em gerontologia, afirma a fisioterapeuta Mônica Rodrigues Perracini, uma das sócias da empresa.
Seja qual for sua área de interesse, o jovem deve procurar informar-se sobre o trabalho com o idoso, antes de fazer a opção. Ele também precisa autoconhecer-se, diz a psicóloga Sandra Benevento Bertelli, especialista em orientação vocacional e profissional. Deve observar seus aspectos emocionais, as coisas que aprecia, o tipo de situação que gosta, para saber se tem paciência para lidar com o idoso, diz.


