Brasília - As operadoras de telefonia fixa resistiram à proposta de acabar com a assinatura básica mensal, encampada pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa. Ontem, após reunião com representantes de todas as teles fixas, o ministro recuou e disse que a proposta em discussão é para viabilizar o acesso dos usuários de baixa renda ao serviço de telefonia fixa.
Na última quarta-feira, Costa havia dito que pediria às empresas um plano de redução gradual da assinatura básica, até a sua eliminação para todos os assinantes. ''Essa foi a discussão: de que maneira nós podemos tornar o telefone fixo mais acessível à camada mais pobre da sociedade que não tem telefone'', disse o ministro.
Diferente também do que havia dito antes, o ministro concordou em negociar com o Ministério da Fazenda e até mesmo com os governadores a redução de impostos para viabilizar o serviço para a população que ganha entre um e dois salários mínimos. ''Acho que há espaço para negociar'', disse o ministro, que na quarta-feira havia adotado um discurso mais radical. Ele havia dito que só aceitaria discutir a redução de impostos se as empresas não estivessem dando lucro.
As críticas do ministro à assinatura mensal da telefonia fixa vêm causando desconforto no mercado desde que Costa foi confirmado no cargo. Em discurso de despedida no Senado, ele defendeu o fim da assinatura.
O presidente da Associação Brasileira das Operadoras de telefonia fixa (Abrafix), José Fernandes Pauletti, demonstrou impaciência ao deixar a reunião no Ministério das Comunicações. Ele evitou comentar a proposta do ministro, e disse apenas que cada empresa terá que analisar e fazer seus cálculos para verificar a viabilidade da proposta.

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