Foz do Iguaçu - O Tratado de Itaipu, instrumento legal para o aproveitamento hidráulico do Paraná pelo Brasil e Paraguai, completa hoje 30 anos. Sua assinatura ocorreu em 26 de abril de 1973, quando os presidentes dos dois países eram os generais Emílio Garrastazu Médici e Alfredo Stroessner, mas as negociações entre os dois países ganharam corpo mesmo já nos anos 60.
O documento concretizou a intenção de construir a Itaipu Binacional, hoje maior hidrelétrica do mundo. A usina tem 18 turbinas, que geram 700 megawatts (MW) cada uma. A potência instalada da usina é de 12,6 mil megawatts (MW). Toda essa energia é responsável por 95% consumo no Paraguai e 24% do demanda do mercado brasileiro (ou 34% da energia consumia no Sul, Sudeste e Centro Oeste).
Os números serão ainda maiores quando as duas novas e últimas unidades geradoras forem instaladas. As obras estão a todo vapor e devem terminar no primeiro semestre de próximo ano, deixando a usina com capacidade instalada de 14 mil megawatts. Uma única unidade é capaz de abastecer uma cidade de mais de um 1 milhão.
A assinatura do Tratado de Itaipu foi sucedido da constituição da entidade Itaipu Binacional, em 17 de maio de 1974; o começo da obra de engenharia em maio de 1975 e entrada em operação da primeira unidade em geradora em 5 de maio de 1984. A décima oitava turbina foi a última a entrar em funcionamento, em 9 de abril de 1991.

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