Assessor do governo alertou deputados sobre os riscos
Curitiba - ''O que está em jogo é o controle do comércio internacional da soja. Não estamos falando de resolver o problema da fome, é uma questão de negócios.'' As declarações são do assessor do Ministério do Meio Ambiente e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Rubens Nodari. Antes da votação, ele falou aos deputados sobre os riscos dos transgênicos.
''Não queremos aprovar nada antes que se conheça os efeitos desses produtos'', disse Nodari. Ele observou que no Brasil não há como segregar os produtos transgênicos, apenas os Estados Unidos teriam condições de fazê-lo.
O glifosato, produto usado como defensivo para os transgênicos, poderia trazer problema de saúde. Estudos realizados na Argentina, em ratos, mostraram que o glifosato pode afetar a produção normal de espermatozóides.
Ao encaminhar a votação do projeto na Assembléia, o deputado Augustinho Zucchi (PDT), que é agrônomo, afirmou que o caso dos transgênicos é uma guerra econômica, e que o Brasil não deveria servir de ''bucha de canhão''. O deputado defendeu, em substitutivo não aprovado, que fosse instituída a rastreabilidade e a certificação dos transgênicos no Paraná, mas o líder do governo, Angelo Vanhoni (PT), sugeriu que Zucchi fizesse um projeto à parte.





