Assembléia tenta derrubar liminar
O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Hermas Brandão (PSDB), prometeu recorrer no final da tarde de ontem ou no máximo hoje da decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ) que anulou a sessão do dia 20 de agosto, quando a maioria governista rejeitou o projeto de iniciativa popular que impedia a privatização da Copel.
A decisão do TJ em caráter liminar saiu anteontem e foi assinada pelo desembargador Clotário Portugal Neto, que acatou o pedido do deputado Caíto Quintana (PMDB), em mandado de segurança. Portugal alegou vícios no processo de votação e considerou inválido o voto do secretário dos Transportes, Nelson Justus (PFL), que reassumiu às pressas sua vaga e votou com a base governista. Justus substituiu o suplente Aparecido Custódio da Silva (PTB).
Visivelmente irritado, o presidente da Assembléia disse que tem certeza que não houve erro no processo de votação. A oposição, por sua vez, comemorava a liminar. A estratégia é tentar votar novamente o projeto popular. Segundo Quintana, a oposição espera que a estatal de energia não seja privatizada antes que a nova sessão se realize. Eles acreditam que, desta vez, têm votos para aprovar o projeto. No dia em que o projeto foi derrubado, a oposição perdeu por apenas um voto (27 a 26). Brandão não votou. A bancada aposta agora no voto do deputado Ricardo Chab, que deixou o PTB para se filiar no PMDB.
O vice líder do governo, Ademar Traiano (PSDB), disse que o adiamento do leilão não abalou nem frustrou a base aliada que sofreu desgaste político nos redutos eleitorais com a rejeição do projeto. (Maria Duarte, de Curitiba)





