A Assembléia Legislativa realiza hoje uma audiência pública, a pedido do deputado Luciano Pizzato (PFL-PR), sobre o caso Sonae. Está prevista a presença do presidente do grupo Sonae no Brasil, José Baeta Tomás, e toda a diretoria da empresa que controla os supermercados Big, Mercadorama e Real. Em nota oficial, a diretoria informa que vai prestar ‘‘todos os esclarecimentos solicitados pelos deputados’’.
O grupo Sonae já investiu US$ 1 bilhão no País desde 1989, e, segundo a empresa, ainda não recuperou nada do investimento feito. Desse total, US$ 180 milhões foram investidos em Piên na indústria de compensados Taffisa. O presidente mundial do grupo Sonae, Belmiro de Azevedo, disse que a empresa é investidora de longo prazo e pode esperar cinco, dez ou quinze anos para conseguir o retorno do investimento.
Uma das preocupações do grupo, salientada por Azevedo, é preparar os fornecedores ‘‘tornando-os mais eficientes’’. O objetivo é que eles passem de fornecedores locais para regionais, ou mesmo multi-regionais, diz o presidente.
Segundo Belmiro de Azevedo, essa política foi adotada em Portugal e permitiu o fortalecimento dos produtores hortícolas, evitando que o país fosse colonizado por produtores vindos da Espanha. ‘‘Não podemos esquecer que o Brasil terá uma concorrência agressiva dentro do Mercosul, quando ele se fortalecer’’, afirma o presidente da empresa.

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