Curitiba - Os funcionários da TMT Motoco do Brasil - fabricante de motores no município de Campo Largo na Região Metropolitana de Curitiba - participaram de uma assembléia na fábrica para definir os termos que farão parte do acordo de rescisão de contrato. Durante a assembléia foram confirmadas as demissões de 680 trabalhadores. Além disso, os empregados demitidos terão o plano de saúde garantido por mais três meses e 100% das verbas rescisórias. O pagamento vai acontecer no próximo dia 23 e as rescisões serão assinadas em 2 e 3 de maio.
Os trabalhadores ainda terão direito ao pagamento de um salário adicional. Na convenção coletiva de trabalho dos metalúgicos assinada no ano passado ficou estabelecido que o funcionário não pode ser demitido ao voltar de férias. Caso isso aconteça, o trabalhador tem direito ao pagamento de um salário a mais. Na TMT, a situação ocorreu exatamente desta forma. Os empregados estavam em férias desde o dia 26 de março e retornariam ao trabalho ontem. Além disso, os trabalhadores também receberão o pagamento do aviso prévio.
Também ficou decidido que, se a empresa voltar a produzir, a prioridade de contratação será para os empregados que foram demitidos. Isso ficou estabelecido entre o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba e a empresa e está firmado na rescisão de contrato.
A assembléia foi conduzida pelo diretor e vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Nelson Silva de Souza. ''A empresa disse que não está fechando as portas. Mas, acho difícil a TMT voltar a produzir'', disse. A companhia anunciou a demissão de 680 funcionários no último dia 10. Apenas 24 trabalhadores das áreas financeira e administrativa continuam na fábrica para manter a planta industrial durante o processo de recuperação judicial que deve acontecer em um prazo de 180 dias. Neste período, a empresa vai tomar a decisão se voltará a produzir ou se entregará a fábrica para os credores para sanar uma dívida de R$ 189 milhões.

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