Assalariados têm defasagem de 7%, admite Amadeo
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segunda-feira, 21 de agosto de 2000
Agência Estado De Brasília 
Os próximos dois anos e quatro meses de mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso serão marcados pela expectativa de crescimento sustentado da economia e a consolidação dos índices de recuperação do nível de emprego.
Os ganhos obtidos com a inflação, apesar da esperada inversão da curva declinante nos próximos dois meses, já estão contabilizados, restando, portanto, ao governo avançar em áreas como a moralização da gestão orçamentária, questionada depois do episódio do desvio de verbas do TRT paulista, e da recuperação de renda dos assalariados, que comporta uma defasagem de 7%, tendo como referência o ano de 1998, segundo pesquisa do PNAD.
Dificilmente, se observará este ano, segundo o secretário de Política Econômica do ministério da Fazenda, Edward Amadeo, uma recuperação da renda dos brasileiros. Este ano, não se terá uma recuperação de renda, que, certamente, não foi neste patamar para as classes mais pobres, disse. Amadeo afirmou que a taxa média de desemprego aberto deverá romper a barreira dos 7% em 2001.


