Assaí oferece barracões para indústria
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domingo, 10 de setembro de 2000
Therezinha Thomaz De Assaí 
A Prefeitura de Assaí (36 km a leste de Londrina) está incentivando a diversificação industrial para diminuir a dependência do município em relação à atividade agropecuária. Com a lei municipal 643/2000, a prefeitura firmou contrato de comodato com proprietários de barracões comerciais desativados para colocar estas estruturas à disposição de empresários interessados em instalar-se na cidade.
O contrato prevê isenção de impostos municipais por um período de três a cinco anos para os comodatários. A lei municipal também autorizou a suplementação orçamentária em até R$ 200 mil, quantia que deverá bancar a reforma dos barracões. Excluindo os espaços recém ocupados por beneficiados do programa, ainda restam oito barracões espalhados pela cidade para novas cessões.
A metalúrgica JK está em fase de montagem de máquinas, em dois barracões da antiga algodoeira Assaimenka, na saída para Uraí. Esta indústria vai investir R$ 1,5 milhão na fabricação de estampados, usinados e tratamento de superfícies, destinando quase toda a produção para a Atlas Schindler, que tem uma unidade industrial em Londrina. Serão criados 60 empregos diretos, em uma primeira fase, que prevê dois turnos de trabalho.
Na primeira quinzena deste mês, começou a funcionar uma fábrica de camisas num barracão em frente ao terminal rodoviário. Doze operárias que trabalhavam na extinta Embratec estão em fase de adaptação com as novas máquinas. Os responsáveis pelo investimento são dois empresários de Bela Vista do Paraíso: Paulo Sérgio de Oliveira e Nilton Soares da Silva, ambos com seis anos de experiência no ramo. O tecido, produzido em Londrina e usado na confecção, é exclusivo. As peças abastecerão lojas de atacado do Norte do Estado.
Há um mês, a Tinturaria Malui começou a operar na antiga saída para São Sebastião da Amoreira. Atualmente, a unidade funciona em apenas um turno, com 10 funcionários. A meta do investidor João Batista de Moraes, químico têxtil que veio de Peabiru (centro-oeste), é operar em três turnos e empregar 24 operários. Em média, a produção será de 60 toneladas de malhas tingidas por mês, destinada para empresas paulistas, matogrossenses, sul-matogrossenses e principalmente para o interior do Paraná.
Na visão do engenheiro têxtil Roberto Miyahira, ligado à Cooperativa Integrada, Assaí já conseguiu duas atividades importantes do segmento a Fiação da Integrada, atuando com mais de 300 funcionários que produzem um dos melhores fios de algodão cardado do Brasil e, agora, a Tinturaria Malui, que será mais um gancho para atrair uma malharia e confecção, iniciando-se com o plantio de algodão e concluindo com a confecção, de alta qualidade, embalada, para atender os grandes centros consumidores.
Também instalada em julho, a J.M. Serra e Moraes Ltda que está atuando na área de laticínios (com localização na saída para São Sebastião da Amoreira), deve produzir 45 mil litros de iogurte por mês, em pacotes e bandejas. O mercado alvo é o local e cidades localizadas ao longo da BR-369, até Maringá, informou o gerente Josias Serra.
O laticínio pretende processar somente leite in natura produzido na região. Mas as fortes geadas que atingiram as pastagens e acarretaram queda da produção da matéria-prima, forçaram a indústria a importar leite em pó. A medida elevou excessivamente os custos, o que causou transtornos em uma empresa ainda em busca de consolidação no mercado.


