Assaí ajuda na geração de energia do País
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quarta-feira, 29 de abril de 2009
Edson Pereira Filho<br>Reportagem Local 
Um gigante forjado a ferro e fogo surge no horizonte do Norte do Paraná e anuncia para os próximos anos um faturamento de R$ 145 milhões. A Jumbo Super Pesada, como será chamada, irá se somar a antiga Jumbo Indústria Mecânica Ltda, com sede em Assaí (36 km a leste de Londrina). A empresa que começou há 31 anos produzindo equipamentos para colheita de algodão, produz agora equipamentos para usinas termonucleares, para turbinas de hidroelétricas e máquinas pesadas para minério e siderurgia. Os R$ 45 milhões de faturamento anual irá se somar aos R$ 100 milhões estimados para a nova unidade. Para este salto financeiro a empresa pretende contratar 1,2 mil funcionários, dos 350 que já trabalham na antiga unidade. O município de 17 mil habitantes irá arrecadar em impostos com a nova empresa R$ 10 milhões anuais. A fábrica começa a funcionar em julho deste ano.
Os profissionais que estão sendo procurados pela empresa são caldeireiros e soldadores, principalmente da região Norte do Paraná. A nova fábrica já foi construída e, em seu vão livre, abriga quatro guindastes que chegam a levantar juntos 300 toneladas de peso. Do lado externo do prédio, um pórtico rolante (guindaste sobre trilhos) chega a levantar 46 toneladas. Um simples caracol, peça de aço que conduz a água de usinas hidrelétricas para turbinas, chega a pesar 40 toneladas. A nova fábrica abrigará estas peças gigantes, como o anel para usina termonuclear pesando cerca de 30 mil toneladas. ''Vamos fabricar peças mais pesadas agora'', comemora Marco Antonio Bomtempo, diretor da empresa.
A construção de todas as instalações da fábrica e compra de equipamentos custaram R$ 45 milhões, incluindo um clube de campo para os funcionários. O pé-direito do prédio da fábrica possui 22 metros de altura. Só a construção possui 17,5 mil metros quadrados, os prédios administrativos cerca de 3 mil metros quadrados e toda área da fábrica 135 mil metros quadrados. Para o calçamento do pátio, a empresa criou uma usina para fabricar 950 mil broquetes que cobrirá uma área de 54 mil metros quadrados, para estacionamento e carga e descarga de material.
A estrutura arquitetônica foi concebida de maneira ecologicamente sustentável, com iluminação natural, inclusive com teto das telhas pintado de branco, ajudando na disseminação da luz. Todo um sistema de ventilação natural abrigará os novos contratados, evitando desperdício de energia. Bomtempo informa que a empresa já está a procura de jovens talentos e profissionais especializados. ''Vamos formar também novos profissionais'', adianta Alaor Euzébio dos Santos, diretor responsável da Profato, escola existente há 15 anos na empresa.
''Será necessário buscar profissionais até fora do Estado'', calcula Euzébio. Ele explica que serão contratados dentre os 1,2 mil metalúrgicos, 600 soldadores. ''Para cada soldador tenho que contratar outros 4 caldereiros'', pontua, ao explicar que a empresa poderá crescer ainda mais ao longo de 5 anos.
Para Marcos Bomtempo, todo investimento se justifica porque o setor de geração de energia no país terá que crescer a uma taxa anual de 5% nos próximos anos. ''Abaixo de 3% o crescimento é considerado vegetativo para o setor'', complementa. Segundo ele, o país não está crescendo nem 3% nesta área, o que tem preocupado autoridades do governo no sentido de fazer pesados investimentos na matriz energética brasileira.
''Há medo de um novo apagão nos próximos três anos'', declara. Os números são mais expressivos e astronômicos, quando o empresário compara todos os planos de aceleração da economia do governo Lula. ''Todo dinheiro do PAC significa apenas 30% do que o governo teria que investir na matriz enegética do brasileira'', aponta.
O empresário acredita que o momento é propício para investimentos. ''Só investimos quando há crise'', declara o empresário da Jumbo Super Pesada, Marco Antonio Bomtempo. Segundo ele, crises não demoram mais do que 6 meses nos últimos anos.


