Aspirador-robô conquista classe A
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sexta-feira, 23 de abril de 2004
Marcia Furlan<br> Agência Estado 
São Paulo - O mercado de luxo no Brasil continua próspero. O aspirador-robô da Electroclux lançado em dezembro vendeu 100 peças, apesar de custar no mínimo R$ 6,8 mil. O produto, que trabalha sozinho navegando pela casa, desviando de objetos e retornando à sua base quando a bateria começa a ficar fraca, caiu na graça de um seleto grupo de consumidores, que se encantou mais com a modernidade do equipamento do que com sua funcionalidade.
De acordo com o gerente de Marketing da Electrolux, Paulo Petrov, os resultados de venda estão dentro do que era previsto pela empresa - a meta é vender 300 unidades até o fim do ano -, mas a repercussão do lançamento surpreendeu. O interesse despertado pelo produto, segundo ele, rendeu um importante benefício qualitativo à marca. ''O retorno da mídia espontânea foi cinco vezes maior do que a Electrolux investiu no lançamento'', disse.
O segmento de mercado é tão promissor que outra empresa, a Kõrcher, também decidiu explorá-lo. A empresa alemã começou a trazer o produto ao Brasil no primeiro semestre de 2003, antes mesmo da Electrolux, a fim de testar o potencial do aspirador, mas não o colocou no varejo. Até agora, comercializou dez unidades por meio das lojas próprias. ''Não fomos nós que vendemos, os clientes que nos procuraram'', disse Flávio Penna, gerente de serviço ao cliente da Kõrcher, para explicar o potencial de consumo do aparelho. A empresa pretende a partir de agora investir na divulgação e na distribuição. A estimativa é de colocar 500 unidades no mercado até o final do ano.
O público consumidor é invariavelmente a classe A. A rede Fast Shop, de perfil elitizado, foi o principal canal de vendas do robô da Electrolux até agora. Depois vieram os sites virtuais Submarino e Americanas.com. Petrov afirma que a maioria dos fãs do aparelho são profissionais liberais, como médicos, advogados e engenheiros de São Paulo e Rio de Janeiro. São admiradores de produtos high-tech, de alto valor agregado.
O funcionamento do produto das duas marcas é quase idêntico. Ambos se orientam por sensores de ultra-som, locomovem-se por qualquer piso, retornam à base para carregamento da bateria e tem quase a mesma dimensão. Eles só não conseguem alcançar os cantos, não entram sob móveis de altura inferior a 13 cm e não podem trabalhar em pisos molhados. Ambos são importados e têm quase o mesmo preço. O robô da Kõrcher custa cerca de R$ 6,5 mil, mas cai para R$ 5 mil se adquirido diretamente pelo serviço telefônico da empresa.


