Asbracee começa contatos para compra de energia
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 30 de agosto de 2001
Rosana Félix<BR>De Curitiba 
A Associação Sul Brasileira de Pequenas Concessionárias de Energia Elétrica (Asbracee), formada por 15 empresas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, começa a atuar oficialmente na semana que vem, fazendo contatos com fornecedores de energia para comprar o produto. A Asbracee, formada no mês passado, quer comprar energia em bloco para reduzir custos.
A ação foi decidida ontem, durante o seminário ''Uma Luz para o Futuro'', promovido pela Companhia Campolarguense de Energia (Cocel), relatou o diretor administrativo da empresa e membro da presidência da Asbracee, Celso Teixeira. As outras empresas paranaenses que fazem parte da associação são a Forcel, de Coronel Vivida; e a Força e Luz, de Guarapuava. Ele disse que até o final do ano a entidade vai comprar energia suficiente para suprir as necessidades das empresas associadas, que consomem cerca de 300 megawatt (MW) por mês, por quatro anos.
''Fizemos também um pacto para investir em algum projeto de geração de energia. Provavelmente vamos ter uma hidrelétrica em Campo Largo graças ao Rio Açungui, que poderia gerar 20% do que a Asbracee precisa'', afirmou Teixeira.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), participante do seminário, está colaborando com as pequenas concessionárias através de um projeto de lei que está sendo analisado pela Câmara dos Deputados sobre o tema. ''A Cocel, por exemplo, é uma distribuidora. Se quisermos vender energia, precisamos criar uma nova empresa para a comercialização, e se quisermos produzir, criar uma para a geração. O projeto permite a criação de apenas uma empresa'', relatou. Segundo ele, o projeto prevê também menos exigências ambientais para obras de geração de até 10 MW.
Segundo Teixeira, a Cocel tem mais dificuldades ainda por ser empresa pública. ''Não podemos fazer financiamentos, por isso vamos abrir o capital da empresa em breve. Não queremos privatizar, apenas vender ações no mercado para levantarmos dinheiro para investimentos'', disse.
Por determinação da Aneel, as distribuidoras terão que comprar energia no Mercado Atacadista (MAE) a partir de 2003. Segundo Teixeira, será preciso pagar até seis vezes mais do que é pago atualmente para Companhia Paranaense de Energia (Copel), por exemplo, e por isso a Asbracee quer ter energia em estoque.


