As primeiras impressões

Remédio amargo

Gomes de Carvalho - ‘‘É o remédio amargo que temos que tomar’’, definiu o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), José Carlos Gomes Carvalho. Ligado ao setor de revenda de automóveis, o presidente da Fiep disse que sentirá no bolso os efeitos da mudança de alíquota para carros importados. A medida trará um impacto de R$ 800 milhões para a economia nacional.
Carga pesada

Moreira Ferreira - O presidente da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), Carlos Eduardo Moreira Ferreira, afirmou ontem que as medidas foram duras e o aumento na carga tributária vai penalizar, mais uma vez, o setor produtivo. Para ele, se a reforma fiscal e tributária tivessem ocorrido não haveria a necessidade destes ajustes econômicos.
E a produção?

Antonio Ermírio - O empresário paulista evitou fazer críticas ao pacote divulgado ontem pelo governo, mas disse que ‘‘seria necessário ao País que existissem estímulos de investimentos à área produtiva, para permitir a geração de mais empregos e mais exportações’’. ‘‘É prematuro fazer prognósticos. Ainda não é possível sentir os efeitos das medidas na economia’’, disse.


Sem efeito

Ciro Gomes - O ex-ministro considerou ineficaz o pacote de medidas. Segundo ele, o ajuste não terá nenhum efeito, porque, com a elevação das taxas de juros as despesas de custeio da dívida pública irão girar em cerca de R$ 4 bilhões por mês. As medidas adotadas pelo governo trarão um ajuste - entre receita e corte de gastos - de R$ 12 bilhões. ‘‘Em três meses, devemos gastar o que foi economizado’’, prevê.

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