As melhores opções para investir em 2005
PUBLICAÇÃO
domingo, 02 de janeiro de 2005
Tom Morooka<br>Agência Estado 
São Paulo O investidor não tem muito o que inventar. As melhores opções de investimento para o ano que começa são os fundos DI, no mercado de renda fixa, e os fundos de dividendos, no de renda variável. As indicações são de Eduardo Santalúcia, analista de investimentos, e de Fernando Meibak, responsável pela asset do banco HSBC.
Santalúcia diz que a perspectiva para a bolsa é positiva, por causa da expansão da liquidez, derivada da ampliação dos gastos públicos no fim do ano, da melhora do nível de emprego e de renda, da aprovação da proposta de Parcerias Público Privadas (PPP). ''Tudo isso encoraja os agentes a fazer mais investimentos'', diz, estimando um aumento de 5% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.
A questão é que, como em 2004, as ações do setor de telecomunicações tendem a continuar tirando a mobilidade do Índice Bovespa (Ibovespa). Daí por que, segundo ele, os fundos de ações passivos, cuja rentabilidade segue a variação do Ibovespa, não são indicados. ''A sugestão são os fundos ativos, conhecidos como de dividendos.''
Essa é a recomendação também de Meibak. da HSBC Asset Management. Ele sugere ao investidor fundos de dividendos com a carteira formada por ações de empresas que têm uma histórica tradição de geração de lucros e pagamento de dividendos. ''São empresas que têm uma performance diferenciada.'' O executivo da HSBC afirma que a expectativa é muito positiva para a economia e, portanto, para a bolsa. Ele prevê o início da redução dos juros ainda no primeiro semestre, favorecida pela queda do dólar, do petróleo e pelos sinais de acomodação da atividade econômica. Segundo Meibak, com o cenário de inflação e dólar em queda, o investidor deve virar as costas aos fundos cambiais e aos de inflação atrelados ao IGP-M.
A parcela de recursos que Meibak indica para aplicação no fundo de dividendos é de 30%, superior à sugerida por Santalúcia. ''A parcela em ações não deve passar de 20%. Se o investidor for agressivo, 30%. Não mais que isso'', diz Santalúcia
A parte restante do dinheiro, de acordo com os dois especialistas, pode ficar muito bem ancorada em um fundo DI, cuja remuneração é definida pelas taxas de juro correntes. ''Mesmo com a previsão de ligeira redução dos juros, o investidor deve preferir o fundo DI'', pondera Santalúcia. Para o investidor mais conservador, esta é a melhor indicação, reforça Meibak.
Tanto Santalúcia como Meibak chamam a atenção do investidor paras as novas regras de tributação em vigor com a virada do ano. Os fundos de renda fixa, a partir de agora, são classificados em duas categorias. Uma de longo prazo, em que a tributação é feita por alíquotas escalonadas de 22,50%, para as aplicações de até seis meses, a 15%, para as com prazo superior a dois anos. Os fundos de curto prazo, com a carteira formada por títulos com duração de até 365 dias, vão recolher imposto por alíquota mínima de 20%, qualquer que seja o período de permanência dos recursos na aplicação.


