Entrar no mercado de trabalho e permanecer nele são tarefas nem sempre das mais fáceis. Cursos de capacitação, reciclagem, pós-graduação, entre tantos outros fatores, são importantes para se manter atualizado e ficar mais preparado. Um ''detalhe'' também faz toda a diferença não só para conseguir um emprego mas também para não cometer gafes: conhecer os termos e as tendências que envolvem o mundo corporativo. Coaching, mentoring, empowerment, networking, outplacement... O que são e como usá-los?
Segundo o consultor empresarial Wellington Moreira, da Caput Consultoria, alguns termos e expressões invadiram o dia a dia do trabalhador e é preciso conhecê-las muito alguns termos e expressões invadiram o dia a dia do trabalhador e é preciso conhecê-las muito bem. ''A ciência da administração é pródiga em criar termos que alcançam amplitude mundial numa rapidez estonteante. O problema é que muitas pessoas utilizam os termos de forma indiscriminada, pois desconhecem onde e como aplicá-los'', reforça. Moreira afirma que não é difícil saber sobre eles e dá algumas dicas. Ele adianta que normalmente são termos do mundo corporativo, mas que muita gente acaba ''puxando'' para sua área.
Um dos termos, por exemplo, mais utilizados nos últimos tempos é o coaching. A palavra, conforme o consultor, vem do inglês e significa treinador: ''A idéia do coaching é a de uma pessoa que orienta outra a desenvolver sua carreira. É um treinador de carreira'', explica. Entre algumas atribuições, o coach auxilia um profissional a mudar de carreira, a fazer um plano nesse sentido.
Moreira observa que o coach tem uma formação. ''Você aprende a ser coach, a dar esse tipo de orientação. Não é uma pós-graduação, mas é um curso de aperfeiçoamento. Isso para o coaching de carreira'', diz. No dia a dia, acrescenta ele, o processo pode ser informal, uma pessoa que orienta outra para que tenha um desempenho melhor. ''Pode ser qualquer pessoa, desde que quem oriente, saiba orientar. Porque tem muita gente que vai orientar, mas o faz errado'', reforça.
Muitas vezes a própria empresa oferece a ajuda de um coach para o funcionário. É uma situação comum em empresas que contratam trainees, ''outro rótulo dos novos tempos do mercado de trabalho''. ''A empresa contrata um jovem, que acabou de sair da universidade, com grande potencial, mas que não tem experiência profissional. Então, ele chega na empresa e recebe orientações para se aperfeiçoar e se tornar um chefe, por exemplo'', cita o consultor. Os bons coaches, segundo ele, vêm da área da psicologia ou da administração, mas não necessariamente.
Já o empowerment, conforme o consultor, é um forma bonita de dizer que alguém está enriquecendo o cargo de alguém. Empoderar, acrescenta, trata-se de delegar responsabilidades ao outro. ''Imagina alguém que faça um trabalho que não seja tão estimulante, mas é uma pessoa competente. Alguém, geralmente o chefe, vai lá e empodera o cargo dele, dá novas atribuições para que se sinta mais responsável e se desenvolva como profissional. Isso é o empowerment'', resume.
Moreira comenta que empoderar o cargo de alguém consiste em dar novas funções e não simplesmente mudar o cargo do funcionário. ''É perceber o potencial dessa pessoa. A gente orienta os gestores a praticarem o empowerment, tirarem algumas coisas das mãos deles para se desafogarem e ao mesmo tempo contribuirem para o desenvolvimento de outra pessoa'', conta o consultor. Ele acrescenta que nem todo mundo tem capacidade de praticar o empowerment porque é uma atitude de percepção, de entender que o outro tem capacidade para algo a mais.
O outplacement também é um processo interessante, pontua Moreira. E trata-se da atitude de uma empresa em relação ao funcionário quando ocorre uma demissão. ''Quando a empresa vai desligar alguém e não quer deixá-la na mão, tenta uma recolocação para esse profisisonal no mercado'', define o consultor. Geralmente, esse processo de outplacement é feito por uma agência especializada. ''O outplacement nada mais é do que o suporte que a empresa dá para um funcionário demitido'', diz, destacando que nos grandes centros isso acontece com bastante frequência.
Moreira cita ainda a existência do headhunter, que pode estar dentro da empresa que faz outplacement. ''O headhunter é o cara que garimpa profissionais no mercado para trabalhar nas empresas, conhece todo mundo e as empresas entram em contato com ele quando precisam de profissionais para alguns cargos específicos'', explica. Contratar um headhunter pode custar até R$ 50 mil. ''Isso é para cargos de gerência, diretoria, grandes executivos...'', conclui o consultor empresarial.

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