As experiências promovidas pelos intercâmbios
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Diogo Cavazotti <br>Equipe da Folha 
Curitiba - O estudante de Logística Felipe Evaristo, 19 anos, se prepara para uma temporada de quatro meses nos Estados Unidos. Mas, pelo menos desta vez, o motivo não é turismo nem estudo, mas sim trabalho, muito trabalho. Ele irá aproveitar as férias da faculdade no final e início do ano para fazer um intercâmbio. O jovem cumpre as exigências dos programas, que é possuir inglês intermediário, ter entre 18 e 28 anos e ser universitário.
Para Evaristo, a experiência de viver fora de casa conta bastante, além da oportunidade de aperfeiçoar o idioma. ''Na carreira que escolhi, o domínio do inglês é fundamental'', conta. Ele vai trabalhar 32 horas por semana em uma estação de esqui e irá receber uma média de US$ 9 por hora. O jovem irá morar em uma casa alugada com demais intercambistas da América do Sul.
Apenas no ano passado, 150 mil pessoas fizeram intercâmbio nos Estados Unidos. O norte-americano Muzo Unlu, gerente de um programa de trabalho no exterior, explica que a experiência de passar por este processo é fundamental para quem se preocupa com a carreira. Especialmente pelas diferenças apresentadas no ambiente corporativo dos dois países.
Para Unlu, é importante combinar o perfil do aluno com cada emprego. Assim, as chances do programa ser realizado com sucesso são maiores. Para isso, são realizadas entrevistas em que o avaliador destaca as qualidades do jovem para cada área de atuação. São diversas oportunidades, que vão desde trabalho em lanchonetes e restaurantes, até cassinos e parques temáticos e aquáticos.
''É bom saber que o aluno nunca está lá sozinho. Nós damos todo o suporte que ele precisa'', conta o gerente. O maior volume de vagas para intercâmbio é no verão norte-americano, na metade do ano. Mas também existem oportunidades para o inverno, que começa em dezembro na América do Norte.
Marcelo Cardin, 26 anos, participou do programa há quatro anos, quando ainda era estudante de Economia. O sonho de viver fora era grande desde o Ensino Médio. Quando entrou na universidade, foi ter a sonhada experiência. Ele trabalhou como salva-vidas em um parque aquático em uma cidade de Ohio durante três meses. Com o dinheiro que ganhou, conseguiu aproveitar mais alguns meses para viajar e conhecer o país. ''Foi muito bom. A adaptação não é difícil. Esta oportunidade fez com que eu aprendesse melhor o idioma e abriu minha cabeça. Tive mais visão de futuro'', conta.


