As bodegas de Cafayete destacam-se na rota do vinho
Um pouco mais à frente chega-se à Cafayate, uma cidade ladeada por rios e dentro de um cinturão de vinhedos. O clima seco, de muito sol de dia, temperaturas frescas principalmente à noite e pouca umidade se mostrou ideal para o cultivo de uvas. Assim, o que se vê é um vale coberto por vinhas, tendo as montanhas como cenário de fundo. O resultado são 22 bodegas (fabricantes de vinho) existentes na região, sendo 12 apenas na província de Cafayate.
''Toda área aos pés dos Andes é boa para a produção de vinho'', explica Mercedes Mounier, que junto com o marido, o enólogo José Luiz Mounier, são proprietários da Finca Las Nuvens, uma pequena vinícola, responsável pela produção de cerca de 50 mil garrafas por ano. Destas, 8 mil são de vinho reserva.
A vinícola é resultado de um projeto familiar. Há 12 anos, eles compraram 20 hectares de terra, onde começaram a cultivar uvas. Um blend de uvas do tipo Malbec (60%), Cabernet Sauvignon (20%) e Tannat (20%) garantem a qualidade de dois vinhos reserva: José Luiz Mounier e Finca Las Nuvens. Além destes, a vinícola também produz um espumante, um vinho branco Chadornay, Torronte e Pinot Noir.
Metade da produção, segundo Mercedes, é vendida direto a turistas estrangeiros e argentinos na própria bodega. Outros 40% são comercializados na Argentina e só 10% vai para exportação. ''Nosso forte é o mercado interno. O ideal é que as pessoas venham até aqui, conheçam o local, passeiem na região'', diz. Em abril, a casa faz uma enorme festa para comemorar a colheita, que é feita entre fevereiro a abril. Este ano, cerca de 800 pessoas participaram do evento, que permite que os visitantes participem da colheita.
O diferencial para os vinhos de Mendonça é o local de cultivo. A propaganda chama para os vinhos das alturas. Cafayate fica a 1.668 metros acima do nível do mar. ''Aqui se dão muito bem as uvas mais escuras que resultam em um vinho mais escuro, mais encorpado. É um vinho que tem muita força mas não é agressivo ao paladar, tem um tanino mais doce'', explica Mercedes.





