Produtos artesanais paranaenses estão prestes a ganhar o mercado internacional. A porta está se abrindo por intermédio da IDA Brasil, braço brasileiro da empresa americana, que atua no intercâmbio comercial Brasil-Estados Unidos. A IDA foi criada há oito anos por brasileiros que moram em Nova York.
Entre os principais projetos em andamento na IDA Brasil está o contrato assinado com a Farcountries.com, uma atacadista virtual de artigos para presentes, que trabalha com operações ''business to business'' (B2B), que são as transações eletrônicas realizadas entre empresas. Atualmente, mais de 10 países participam do comércio na rede através da Farcountries, entre eles China, Itália, Índia, Inglaterra e México. A partir do próximo dia 30, também os produtos de oito artesãos parananeses estarão no site da Farcountries, inaugurando a participação brasileira no endereço.

Com a operação B2B, os artesãos brasileiros não irão esbarrar nas burocracias e custos das operações convencionais de exportação. Os produtos serão enviados via Correio para os compradores. ''No processo não há custo para o fornecedor. A IDA é remunerada por comissão de venda paga pela Farcountries'', informa Otávio Monteiro, sócio da IDA Brasil, representante exclusiva da empresa virtual no país. Como o importador só terá contato com o produto pela tela do computador, o contrato entre as partes é bastante rigoroso, com detalhamento minucioso do produto.
Monteiro destaca que para projetar os produtos brasileiros no exterior pelo sistema convencional de exportação, os custos são altos e a burocracia é grande. ''Quanto menor a empresa, maiores são as dificuldades. O governo deveria rever essas regras e dar mais atenção aos pequenos'', critica ele.
O contrato entre a IDA Brasil e a Farcountries, assinado em março último, prevê duas etapas de trabalho. O primeiro e mais arrastado compreende o processo de adequação de infra-estrutura (traduções de contratos, adequações de site, de material operacional e promocional à realidade brasileira etc), desenvolvimento da logística de exportação, entre outros itens. Nesta fase também foi identificado um núcleo piloto de 30 fornecedores, reduzido para oito após a análise de seus produtos. A segunda fase, que ainda não tem data para ter início, compreende a expansão do projeto no Brasil, por meio de representantes para outros estados.
Os números do setor artesanal no Brasil são animadores. De acordo com pesquisa feita pelo governo federal, o setor movimenta cerca de R$ 28 bilhões por ano, valor que corresponde a 2,8% do PIB brasileiro. As perspectivas para exportação também são grandes. ''Cada vez mais os produtos com alma ganham espaço em prateleiras do primeiro mundo'', comenta Monteiro.

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