Atualmente, o Paraná conta com 25 mil artesãos e este número cresce cerca de 10% ao ano. Deonilda Muller Machado, presidente da Associação dos Núcleos Artesanais de Vizinhança (Anav), da Federação das Associações e Cooperativas de Artesãos do Paraná (Fedarte) e da Confederação Nacional dos Artesãos do Brasil, explica que este crescimento está relacionado a falta de emprego formal e gera renda para as pessoas com o trabalho informal.
Ela destacou que já está em discussão na Câmara dos Deputados o Estatuto do Artesão que vai regulamentar a profissão, certificação do artesanato e permitirá o pagamento da Previdência Social como um profissional e não mais como empreendedor individual.
Uma das maiores dificuldades que o artesão encontra, na opinião de Deonilda, é a comercialização dos produtos. As saídas encontradas para isso são fazer parte de uma associação ou cooperativa e participar de feiras.
Para o consumidor, ela recomenda que, na hora da compra, verifique a qualidade do produto e o preço. ''Prestigiar o produto artesanal representa a sobrevivência de muitas famílias'', disse. (A.B.)

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