Curitiba - A cooperativa paranaense Coamo é uma das empresas que tem área com contrato de licitação vencido no Porto de Paranaguá e tenta uma negociação com o governo federal para encontrar uma alternativa para o problema. A área na qual a cooperativa tem as moegas teve o contrato vencido em dezembro e a área na qual está o armazém ainda tem permissão para operar até 2019. Outras empresas com áreas vencidas são a Cargill, Centro Sul e Bunge.
O assessor técnico-econômico da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Nilson Hanke Camargo, disse que é incoerente querer licitar uma área como de moegas da Coamo. Segundo ele, a proposta que foi apresenta para a ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, é juntar as duas áreas da Coamo e considerar o prazo de 2019. No porto, a cooperativa opera cerca de 3 milhões de toneladas/ano de soja e farelo. A cooperativa informou que não iria se manifestar sobre o assunto.
Ontem, a Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) realizou uma audiência pública no Porto de Paranaguá para discutir os processos licitatórios dos arrendamentos no terminal portuário. Camargo disse que a Faep defende que seja aplicado 100% do Plano de Zoneamento e Desenvolvimento do Porto Organizado (PDZPO). Hanke explicou que, o que consta no PDZPO foi construído mediante estudos e em conjunto com todos os segmentos envolvidos nas atividades portuárias. Ele acredita que, caso isso não aconteça, o desenvolvimento do porto estaria seriamente comprometido e, ao invés de ampliar, estaria concentrando o número de operadores.
O ministro dos Portos, Antonio Henrique Silveira, também participou da audiência. Segundo ele, os órgãos federais envolvidos nas licitações portuárias têm recebido inúmeras sugestões, que estão sendo contempladas na proposta final encaminhada ao Tribunal de Contas da União. ‘’Precisamos ir a fundo em todas as contribuições e criticar o que temos desenvolvido para chegar a uma proposta final adequada’’, afirmou. Ele reconheceu ainda que há a necessidade de projetos que possam destravar a infraestrutura do Estado, especialmente na área portuária.
A Casa Civil informou através de nota que o governo federal está discutindo com a máxima profundidade as propostas colocadas pelos diversos interlocutores e aberto às contribuições que possam aprimorar a proposta inicial. Isso desde que mantenham o objetivo maior do Plano de Investimento em Logística que é a modernização do sistema logístico brasileiro, promovendo a redução do ‘’custo-brasil’’.

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