O vice-presidente da Enersul e assistente da presidência da Eletrobrás, Flávio Decat de Moura, explicou ontem que cerca de 40% do valor total arrecadado no leilão da Empresa Energética do Mato Grosso do Sul (Enersul) irão para o governo do Mato Grosso do Sul e 60% para a Eletrobrás, que já era dona de cerca de 24% das ações da distribuidora. Uma parte do dinheiro da Eletrobrás, entretanto, retornará ao governo do Mato Grosso do Sul, que por um acerto anterior à venda da distribuidora faz juz a 80% do ágio que se viesse a obter com a venda de uma parcela das ações da Eletrobrás.
Cerca de R$ 55 milhões o Estado terá de pagar ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Este é o valor atualizado, e acrescido de participação no lucro da operação, dos R$ 48 milhões que o governo sul-matogrossensse havia recebido como adiantamento de receita de privatização com o banco. O Estado também terá de pagar R$ 90 milhões que deve à própria Enersul.
Como foi complicado o processo de preparação da venda da Enersul, que ficou sob administração partilhada entre o Estado e a Eletrobrás, as contas relativas a quanto vai caber de fato a cada um não são simples. Segundo Ducat, 80% do ágio de metade da parte da Eletrobrás será paga ao governo do Estado. Ducat ainda não tinha as contas feitas, mas calcula que para o Mato Grosso do Sul vão ficar, líquidos, disponíveis para investimentos, cerca de R$ 80 milhões. O restante, que ele ainda não sabe quanto é, deverá servir para pagar dívidas do Mato Grosso do Sul, conforme acordo feito entre o governo estadual e o governo federal. As discussões serão feitas com o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Pedro Parente.

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