Arrecadação tem segunda alta seguida em novembro
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
Idiana Tomazelli<br>Agência Estado 
Brasília Após um recorde na arrecadação em outubro, devido à entrada de recursos do programa de repatriação, as receitas do governo mantiveram leve alta no mês passado. Em novembro, o recolhimento de impostos e contribuições federais somou R$ 102,245 bilhões, um avanço real (já descontada a inflação) de 0,11% na comparação com igual mês de 2015. É o segundo aumento seguido no ano.
Com o avanço, o valor arrecadado no mês foi o melhor desempenho para meses de novembro desde 2014. Em relação a outubro deste ano, no entanto, houve queda real de 31,41%, justamente pela alta base de comparação. As receitas de outubro chegaram a quase R$ 149 bilhões com o programa de repatriação.
Entre janeiro e novembro deste ano, no entanto, a arrecadação federal continuou o ritmo de queda e teve o pior desempenho para o período desde 2010, com R$ 1,162 trilhão. O montante ainda representa recuo de 3,16% na comparação com igual período do ano passado.
Pelo terceiro mês seguido, a Receita Federal não divulgou o relatório completo da arrecadação, que contém dados sobre desonerações e arrecadação com programas de parcelamentos tributários, os Refis. Os auditores fiscais estão mobilizados por mudanças no projeto de lei que trata do reajuste salarial da categoria.
Paraná
No Paraná, a arrecadação em novembro foi de R$ 4,760 bilhões, queda de 7,26% em relação aos R$ 5,133 bilhões do mesmo mês de 2015. No acumulado do ano, a variação negativa está em 7,37%, dos R$ 60,513 bilhões dos 11 primeiros meses do ano passado para R$ 55,037 bilhões. Todos os valores foram corrigidos pelo IPCA.
Por tipo de contribuição e no acumulado do ano, as principais retrações são em impostos de importação e exportação (de R$ 3,089 bilhões no ano passado para R$ 2,378 bilhões em 2016), no Imposto sobre Produtos Industrializados (R$ 3,316 bilhões para R$ 2,385 bilhões) e no Imposto sobre Operações Financeiras (R$ 1,645 bilhão para R$ 1,164 bilhão). Houve alta somente na contribuição sobre o lucro líquido, que foi de R$ 2,914 bilhões para R$ 3,203 bilhões. A diferença é explicada por demissões e ajustes produtivos para a manutenção das receitas.


