Arrecadação no Paraná cresce 2,63% em julho
No acumulado do ano, há um crescimento real de 1,87%, um pouco abaixo da média nacional
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 23 de agosto de 2019
No acumulado do ano, há um crescimento real de 1,87%, um pouco abaixo da média nacional
Nelson Bortolin - Grupo Folha 

A arrecadação de impostos federais em julho no Paraná apresentou crescimento de 2,63% (já considerando a inflação) na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram arrecadados R$ 6 bilhões. No acumulado do ano (até julho), o crescimento é de 1,87%, segundo a Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 9ª Região. O total de impostos no Estado nos primeiros sete meses foi de R$ 40,7 bilhões.
O maior crescimento no ano foi no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que totalizou 2,4 bilhões - aumento de 12%. O imposto de renda somou R$ 9,4 bilhões - aumento de 5,5% nos primeiros sete meses do ano. A CSLL (Contribuição sobre o Lucro Líquido das empresas) totalizou R$ 2,2 bilhões, aumento de 5,4%. Já a arrecadação previdenciária do acumulado do ano caiu 0,71%, atingindo R$ 13,4 bilhões.
A performance da arrecadação nacional foi levemente melhor, somando R$ 137,735 bilhões em julho, um aumento real de 2,95% na comparação com o mesmo mês de 2018. Em relação a junho deste ano, houve aumento de 14,61%. O valor arrecadado foi o melhor desempenho para meses de julho desde 2011.
Entre janeiro e julho deste ano, a arrecadação federal somou R$ 895,330 bilhões, o melhor desempenho para o período desde 2014. O montante ainda representa avanço de 1,97% na comparação com igual período do ano passado.
DESONERAÇÕES
As desonerações concedidas pelo governo resultaram em uma renúncia fiscal de R$ 54,413 bilhões entre janeiro e julho deste ano, valor maior do que em igual período do ano passado, quando ficou em R$ 46,318 bilhões. Apenas no mês de julho, as desonerações totalizaram R$ 7,606 bilhões, também acima do que em julho do ano passado (R$ 6,790 bilhões).
Só a desoneração da folha de pagamentos custou aos cofres federais R$ 644 milhões em julho e R$ 3,642 bilhões no acumulado do ano.
O Congresso aprovou em agosto de 2018 a reoneração da folha de 39 setores da economia, como contrapartida exigida pelo governo para dar o desconto tributário no diesel prometido aos caminhoneiros que estavam em greve. Pela lei aprovada, outros 17 setores manterão o benefício até 2020.
O secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, já anunciou que pretende reativar a desoneração da folha de salários, mas dessa vez de forma linear para toda a economia. A ideia do governo é compensar a perda de arrecadação com a medida com a criação de um imposto sobre transações financeiras nos moldes da extinta CPMF. (Com Agência Estado)


