A performance da arrecadação nacional foi levemente melhor, somando R$ 137,735 bilhões em julho, um aumento real de 2,95%
A performance da arrecadação nacional foi levemente melhor, somando R$ 137,735 bilhões em julho, um aumento real de 2,95% | Foto: Pillar Pedreira /Agência Senado

A arrecadação de impostos federais em julho no Paraná apresentou crescimento de 2,63% (já considerando a inflação) na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram arrecadados R$ 6 bilhões. No acumulado do ano (até julho), o crescimento é de 1,87%, segundo a Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 9ª Região. O total de impostos no Estado nos primeiros sete meses foi de R$ 40,7 bilhões.

O maior crescimento no ano foi no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que totalizou 2,4 bilhões - aumento de 12%. O imposto de renda somou R$ 9,4 bilhões - aumento de 5,5% nos primeiros sete meses do ano. A CSLL (Contribuição sobre o Lucro Líquido das empresas) totalizou R$ 2,2 bilhões, aumento de 5,4%. Já a arrecadação previdenciária do acumulado do ano caiu 0,71%, atingindo R$ 13,4 bilhões.

A performance da arrecadação nacional foi levemente melhor, somando R$ 137,735 bilhões em julho, um aumento real de 2,95% na comparação com o mesmo mês de 2018. Em relação a junho deste ano, houve aumento de 14,61%. O valor arrecadado foi o melhor desempenho para meses de julho desde 2011.


Entre janeiro e julho deste ano, a arrecadação federal somou R$ 895,330 bilhões, o melhor desempenho para o período desde 2014. O montante ainda representa avanço de 1,97% na comparação com igual período do ano passado.


DESONERAÇÕES


As desonerações concedidas pelo governo resultaram em uma renúncia fiscal de R$ 54,413 bilhões entre janeiro e julho deste ano, valor maior do que em igual período do ano passado, quando ficou em R$ 46,318 bilhões. Apenas no mês de julho, as desonerações totalizaram R$ 7,606 bilhões, também acima do que em julho do ano passado (R$ 6,790 bilhões).


Só a desoneração da folha de pagamentos custou aos cofres federais R$ 644 milhões em julho e R$ 3,642 bilhões no acumulado do ano.


O Congresso aprovou em agosto de 2018 a reoneração da folha de 39 setores da economia, como contrapartida exigida pelo governo para dar o desconto tributário no diesel prometido aos caminhoneiros que estavam em greve. Pela lei aprovada, outros 17 setores manterão o benefício até 2020.


O secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, já anunciou que pretende reativar a desoneração da folha de salários, mas dessa vez de forma linear para toda a economia. A ideia do governo é compensar a perda de arrecadação com a medida com a criação de um imposto sobre transações financeiras nos moldes da extinta CPMF. (Com Agência Estado)

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