Arrecadação federal tem queda de 5,95% no País em maio
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sexta-feira, 27 de junho de 2014
Andréa Bertoldi<br> Reportagem Local 
Curitiba - A arrecadação de impostos e contribuições federais chegou a
R$ 87,897 bilhões em maio, em termos nominais no País. O valor representa queda de 5,95% em comparação ao mesmo período do ano passado, já corrigida pelo Índice Geral de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). É o valor mais baixo desde 2011 para meses de maio e a primeira baixa do ano. No Paraná, a arrecadação em maio caiu de R$ 4,801 bilhões em maio de 2013 para R$ 4,401 bilhões no último mês, o representa uma queda de 8,33%. Em relação a abril deste ano, a arrecadação apresentou uma queda real de 17,37% no País
Nos primeiros cinco meses do ano, a arrecadação brasileira ficou em R$ 487,207 bilhões, com crescimento real de 0,31%. No Paraná, a arrecadação acumulada de janeiro a maio foi de R$ 24,357 bilhões contra R$ 25,403 bilhões no mesmo período do ano passado o que demonstra uma redução de 4,11%.
No País, um dos fatores que explicam a queda é que, em maio do ano passado, houve uma arrecadação extraordinária de R$ 4 bilhões referentes ao pagamento de PIS/Cofins e IRPJ/CSLL.
O resultado de maio ficou dentro do intervalo encontrado pela pesquisa realizada pelo AE Projeções com o mercado financeiro, mas abaixo da mediana. De acordo com o levantamento, as expectativas de 16 instituições indicavam que a arrecadação federal ficaria entre R$ 86,853 bilhões e R$ 96,400 bilhões no quinto mês do ano, o que gerou mediana de R$ 90,200 bilhões.
A arrecadação das chamadas receitas administradas pela Receita Federal somou R$ 85,926 bilhões em maio. As demais receitas (taxas e contribuições recolhidas por outros órgãos) foram de R$ 1,971 bilhão.
O assistente do gabinete da superintendência da Receita Federal para o Paraná e Santa Catarina, Vergílio Concetta, disse que, no Paraná, a queda na arrecadação foi consequência da redução de 11,8% na produção industrial do Estado e da queda de 1,9% nas vendas de bens e serviços. Segundo ele, isso é reflexo do desempenho econômico do País. Quando o desempenho industrial e de bens e serviços tem queda, isso reflete em redução de arrecadação, explicou.
Para ele, outro fator que pesou foram as reduções de impostos para estimular o setor produtivo diante da crise iniciada em 2008 e que ainda influencia a economia. Entre as iniciativas estão a desoneração da folha de pagamento, da cesta básica e redução no imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na base de cálculo de PIS/Cofins - Importação.
Os fatores que contribuíram positivamente para que a queda na arrecadação não fosse maior foram o crescimento verificado na arrecadação previdenciária, a recomposição gradual de alíquotas do Imposto sobre Produtos Importados (IPI) para automóveis e outros produtos. Além disso, houve a transferência de uma empresa para outro estado, o que levou a uma perda de R$ 273,7 milhões na arrecadação no mês de maio. A Receita não revelou detalhes sobre o nome e setor de atuação desta companhia.
Os tributos que mais contribuíram para a arrecadação de janeiro a maio no Estado foram Imposto de Renda (R$ 5,917 bilhões), Cofins (R$ 4.249 bilhões), arrecadação previdenciária (R$ 7,831 bilhões) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (R$ 1,486 bilhão).
Para Concetta, pode ocorrer uma compensação na arrecadação de tributos federais no Estado caso aconteça uma retomada da produção industrial que vem sentindo os efeitos do aumento dos juros e do processo inflacionário do País. (Com agências)


