Arrecadação federal cresce 61,9% na região
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domingo, 08 de junho de 2008
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
A arrecadação federal em Londrina bateu novo recorde neste ano. No primeiro quadrimestre (de janeiro a abril) foram recolhidos mais de R$ 679,5 milhões, volume 61,90% superior ao atingido no mesmo período do ano passado. O percentual de crescimento registrado pela Delegacia da Receita Federal de Londrina na região (que compreende 63 municípios) é bem superior ao aumento da arrecadação estadual, que na mesma época cresceu 20,57%. Em todo País, o resultado registrado foi 16,90% maior em relação a 2007.
O desempenho regional é atribuído à transferência de domicílio administrativo e, conseqüentemente, tributário de uma empresa de grande porte para a região e com atuação representativa em todo o território nacional. Como esta transferência ocorreu em maio do ano passado, por enquanto, o impacto tem sido bastante alto porque não há parâmetros de comparação. Além deste fator, também foram registrados aumento do faturamento de empresas já instaladas na região, principalmente, ligadas ao agronegócio e crescimento da renda dos trabalhadores assalariados.
Na região são cerca de 35 mil empresas. No entanto, mais da metade da arrecadação vem de apenas 75 delas. Por isso, os auditores fazem monitoramento constante em cerca de cem empresas. Na verdade estas empresas são intermediárias porque quem efetivamente paga os impostos são os consumidores, diz o delegado da Receita em Londrina, Sérgio Gomes Nunes. Mas, esta alta na arrecadação federal também traz impactos positivos às economias municipais porque há o retorno através do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
No primeiro trimestre deste ano, por exemplo, a Prefeitura de Londrina recebeu 28% mais de FPM somente de impostos federais. No ano passado estes repasses foram 14% maiores na comparação com 2006. O crescimento do FPM não é tão alto quanto o aumento da arrecadação porque é destinado aos municípios apenas parte da arrecadação federal com impostos, enquanto as contribuições como CSLL, Cofins e PIS/Pasep não retornam, ficando apenas com a União. O restante do FPM também é composto pelo ICMS (estadual), população, entre outros itens.
Do total arrecadado no primeiro quadrimestre, 42% corresponde a Cofins, que atingiu volume superior a R$ 268 milhões. O recolhimento da contribuição cresceu 68,54% no período na comparação com os mesmos meses de 2007. Outro imposto de grande peso no resultado geral é o Imposto de Renda Retido na Fonte (descontado de assalariados) que correspondeu a 26,8% do total da arrecadação. Aliás, este tributo apresentou um dos maiores crescimentos registrados na arrecadação no período, com índice de crescimento de 105,73%, atingindo R$ 135,6 milhões (veja quadro).
O aumento da arrecadação do imposto retido na fonte demonstra o aumento dos salários e dos ganhos sobre aplicações financeiras. No geral, o crescimento da arrecadação demonstra o desenvolvimento da região e a expansão da economia, avalia Nunes. Pagam este imposto trabalhadores com rendimentos mensais superiores a R$ 1.372,82. São duas alíquotas de desconto: 15% e 27,5%. Assalariados que recebem mais de R$ 2.743,25 pagam o índice maior.


