Arrecadação federal bate recorde no 1º trimestre
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terça-feira, 24 de abril de 2012
Aline Vilalva <br> <br> Reportagem Local 
Os brasileiros pagaram R$ 82,367 bilhões em impostos federais e contribuições previdenciárias no mês de março, segundo dados divulgados ontem pela Receita Federal. O volume é recorde para o mês de março. A arrecadação no mês passado representa um alta de 16,04% em termos nominais em relação a março de 2011. Em termos reais, o crescimento é de 10,26%. Na comparação com fevereiro de 2012, houve alta de 14,55% em termos nominais e de 14,31% em termos reais.
No acumulado do primeiro trimestre do ano, a arrecadação soma R$ 256,849 bilhões, o que representa um aumento de 7,32% sobre o valor registrado no mesmo período de 2011, considerando a correção pelo IPCA. Em relação aos setores que registraram maior aumento no pagamento de tributos no trimestre destacam-se as instituições financeiras (alta de 23,6% em relação ao primeiro trimestre de 2011), que responderam por 69,28% da arrecadação administrada pela Receita.
Na 9 Região Fiscal da Receita Federal, em Curitiba, que abrange os estados do Paraná e Santa Catarina, a arrecadação de março atingiu o percentual de 8,9% da brasileira. Em março deste ano foram arrecadados R$ 7,190 bilhões (atualizados pelo IPCA) em receitas administradas pela Receita Federal ante R$ 5,958 bilhões do mesmo mês de 2011. Os valores acumulados de janeiro a março deste ano somaram R$ 22,227 bilhões sobre R$ 19,480 bilhões totalizados no primeiro trimestre de 2011.
Da arrecadação total da unidade no mês passado, R$ 5,224 bilhões referem-se a receitas fazendiárias e R$ 1,966 bilhões a receitas previdenciárias. Das fazendiárias, a importância de R$ 3,295 bilhões são relativas ao Paraná e a diferença (R$ 1,929 bilhões) a Santa Catarina. Já do valor total das receitas previdenciárias, R$ 1,118 bilhão refere-se a contribuintes do Estado e R$ 848 milhões a Santa Catarina.
O assistente de gabinete da unidade de Curitiba, Vergílio Concetta, elenca entre os fatores que contribuíram para o crescimento da arredação a consolidação dos débitos parcelados com os benefícios da lei 11.941/2009; a redução gradual dos benefícios de alíquotas reduzidas no Imposto de Importação e a alteração nas alíquotas do IPI aplicadas a bebidas frias.
A alteração do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para contenção do aumento do volume de recurso em moeda estrangeira também influenciou, conforme Concetta. Com relação às receitas previdenciárias, o aumento do salário mínimo, em janeiro, e do teto previdenciário estão entre os aspectos que motivaram o aumento.
''Todos esses fatores têm reflexo gradativo e podem influir na arrecadação de mais de um mês e mais de um trimestre'', relatou. De acordo com o assistente, especialmente no Paraná, o acréscimo se deve ao acréscimo do desempenho da economia, ''que, inclusive, está acima de outros estados''.
Simples Nacional
Segundo informações da RF, a arrecadação federal no mês passado foi reforçada com o pagamento de R$ 4,664 bilhões em tributos pelas micros e pequenas empresas registradas no Simples Nacional (sistema tributário simplificado). Isso porque estas empresas tiveram o pagamento de fevereiro postergado para março. Os números do Simples no mês passado refletem dois meses de arrecadação neste segmento. (Com Agência Estado)



