Os brasileiros pagaram R$ 82,367 bilhões em impostos federais e contribuições previdenciárias no mês de março, segundo dados divulgados ontem pela Receita Federal. O volume é recorde para o mês de março. A arrecadação no mês passado representa um alta de 16,04% em termos nominais em relação a março de 2011. Em termos reais, o crescimento é de 10,26%. Na comparação com fevereiro de 2012, houve alta de 14,55% em termos nominais e de 14,31% em termos reais.
No acumulado do primeiro trimestre do ano, a arrecadação soma R$ 256,849 bilhões, o que representa um aumento de 7,32% sobre o valor registrado no mesmo período de 2011, considerando a correção pelo IPCA. Em relação aos setores que registraram maior aumento no pagamento de tributos no trimestre destacam-se as instituições financeiras (alta de 23,6% em relação ao primeiro trimestre de 2011), que responderam por 69,28% da arrecadação administrada pela Receita.
Na 9 Região Fiscal da Receita Federal, em Curitiba, que abrange os estados do Paraná e Santa Catarina, a arrecadação de março atingiu o percentual de 8,9% da brasileira. Em março deste ano foram arrecadados R$ 7,190 bilhões (atualizados pelo IPCA) em receitas administradas pela Receita Federal ante R$ 5,958 bilhões do mesmo mês de 2011. Os valores acumulados de janeiro a março deste ano somaram R$ 22,227 bilhões sobre R$ 19,480 bilhões totalizados no primeiro trimestre de 2011.
Da arrecadação total da unidade no mês passado, R$ 5,224 bilhões referem-se a receitas fazendiárias e R$ 1,966 bilhões a receitas previdenciárias. Das fazendiárias, a importância de R$ 3,295 bilhões são relativas ao Paraná e a diferença (R$ 1,929 bilhões) a Santa Catarina. Já do valor total das receitas previdenciárias, R$ 1,118 bilhão refere-se a contribuintes do Estado e R$ 848 milhões a Santa Catarina.
O assistente de gabinete da unidade de Curitiba, Vergílio Concetta, elenca entre os fatores que contribuíram para o crescimento da arredação a consolidação dos débitos parcelados com os benefícios da lei 11.941/2009; a redução gradual dos benefícios de alíquotas reduzidas no Imposto de Importação e a alteração nas alíquotas do IPI aplicadas a bebidas frias.
A alteração do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para contenção do aumento do volume de recurso em moeda estrangeira também influenciou, conforme Concetta. Com relação às receitas previdenciárias, o aumento do salário mínimo, em janeiro, e do teto previdenciário estão entre os aspectos que motivaram o aumento.
''Todos esses fatores têm reflexo gradativo e podem influir na arrecadação de mais de um mês e mais de um trimestre'', relatou. De acordo com o assistente, especialmente no Paraná, o acréscimo se deve ao acréscimo do desempenho da economia, ''que, inclusive, está acima de outros estados''.
Simples Nacional
Segundo informações da RF, a arrecadação federal no mês passado foi reforçada com o pagamento de R$ 4,664 bilhões em tributos pelas micros e pequenas empresas registradas no Simples Nacional (sistema tributário simplificado). Isso porque estas empresas tiveram o pagamento de fevereiro postergado para março. Os números do Simples no mês passado refletem dois meses de arrecadação neste segmento. (Com Agência Estado)

Imagem ilustrativa da imagem Arrecadação federal bate recorde no 1º trimestre
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