A arrecadação da Receita Federal em maio aumentou 3,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, no Paraná. O valor chegou a R$ 29,163 bilhões, segundo a Superintendência da 9ª Região Fiscal do órgão, que abrange o Estado e Santa Catarina, e fez com que o acumulado do ano fechasse no azul pela primeira vez no ano.

No acumulado desde janeiro, o recolhimento ficou em R$ 29,163 bilhões, 0,8% a mais do que os R$ 28,934 bilhões dos cinco primeiros meses de 2018. Os valores já estão atualizados pela inflação, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

No mês de maio, os fatores determinantes para a alta foram os crescimentos em valores de impostos sobre importação (36,1%), nos pagos por empresas de maior porte em PIS/Cofins (11,6%), no Simples Nacional (15,3%), no IRPJ/CSLL (16,0%) e nos tributos do setor industrial (29,3%). A arrecadação previdenciária variou 1,3%.

Imagem ilustrativa da imagem Arrecadação em maio cresce 3,2% e põe acumulado no azul no Paraná

MELHOR DESDE 2014

No País, a arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 113,278 bilhões em maio, um aumento real (já descontada a inflação) de 1,9% na comparação com o mesmo mês de 2018. O valor representa o melhor desempenho para o mês desde 2014.

Entre janeiro e maio deste ano, a arrecadação federal somou R$ 637,649 bilhões, também o melhor desempenho para o período desde 2014. O montante ainda representa avanço de 1,3% na comparação com igual período do ano passado.

As desonerações concedidas pelo governo resultaram em uma renúncia fiscal de R$ 40,102 bilhões entre janeiro e maio deste ano, valor maior do que em igual período do ano passado, quando ficou em R$ 34,482 bilhões. Apenas no mês de maio, as desonerações totalizaram R$ 7,994 bilhões, também acima de maio do ano passado (R$ 7,012 bilhões). Só a desoneração da folha de pagamentos custou aos cofres federais R$ 768 milhões em maio e R$ 3,642 bilhões no acumulado do ano.

Também no País, o resultado foi puxado principalmente por conta do recolhimento maior de imposto de renda por investidores e empresas e do aumento de tributos sobre a receita das empresas e sobre importações.

Houve alta de 23,47% no pagamento do Imposto de Renda sobre Rendimentos de Capital no mês passado, que somou R$ 3,128 bilhões. Em um momento em que a Selic está em queda, muitos investidores resgataram investimentos em renda fixa, o que levou ao pagamento do tributo, que incide no momento do resgate.

O coordenador de Previsão e Análise da Receita Federal, Claudemir Malaquias, destacou a alta de 5,77% no pagamento de Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), chegando a R$ 12,134 bilhões, o que ajuda a explicar o resultado do mês. "O desempenho do IR está vindo muito melhor este ano do que no anterior, com perspectiva das empresas de auferirem mais lucro", afirmou.

Com as previsões para o crescimento da economia passando por sucessivos cortes, Malaquias ponderou que, no curto prazo, a arrecadação não tem relação direta com PIB em período curto de tempo. Ele lembrou que, no ano passado, as receitas cresceram 3,5%, acima do PIB, que subiu 1,1%. (Com Agência Estado)

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