Arrecadação de impostos no Paraná perde fôlego
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terça-feira, 26 de junho de 2012
Marian Trigueiros <br> <br> Reportagem Local 
Levantamento da Receita Federal mostrou que a arrecadação de tributos perdeu força no País no último mês em relação ao mês anterior. Em abril de 2012 foram arrecadados R$ 92,6 bilhões, o que significou queda de 16,13% com relação a maio deste ano. Já quando comparados maio de 2011 com relação a maio de 2012, a arrecadação passou de 73,4 bilhões para 75,9 bilhões, descontado o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Estes valores representaram 3,82% de acréscimo.
Na 9 Região Fiscal - que abrange o Paraná e Santa Catarina - foram arrecadados R$ 6,9 bilhões em maio de 2012 (9,14% da fatia no país). Valor R$ 600 milhões maior que em maio de 2011, quando a Receita arrecadou R$ 6,3 bilhões. Isso significou 9,5% de acréscimo, mais que o dobro da média nacional. Somente o Paraná foi responsável por 59,9% da arrecadação deste mês, num total de R$ 4,1 bilhões.
Mas quando comparados os meses de maio e abril de 2012, houve queda no montante arrecadado no Estado. A arrecadação de abril foi de R$ 8,1 bilhões, caindo para R$ 6,9 bilhões em maio deste ano, uma redução de 14,8%. O índice foi pouco menor do que o nacional.
De acordo com o assistente da superintendência da Receita Federal no Paraná, Virgílio Conceta, a retração na arrecadação vai começar a ser mais 'sentida' no Estado no próximo semestre, acompanhando a economia do País. ''O Paraná possui uma economia diversificada, tendo, além da indústria, o agronegócio e comércio como agentes fortes. Por isso, a queda de arrecadação não foi tão grande como no estado de São Paulo, por exemplo, onde há concentração maciça de indústrias, setor que mais sofreu com a arrecadação'', explicou. Essa vantagem temporária, entretanto, deve acabar por conta de o Paraná seguir o mesmo comportamento dos demais estados. A produção industrial do Estado em maio apontou uma expansão de 2,4% em comparação ao mês anterior.
Já com relação ao aumento da arrecadação de maio deste ano para maio de 2011, ele indicou que alguns fatores contribuíram, como a consolidação de débitos parcelados, redução gradual dos benefícios de alíquotas no Imposto de Importação e alterações nas alíquotas do IPI e IOF. ''Mas esse saldo positivo de um ano para outro não deverá se manter no Paraná nos próximo semestre, até mesmo pela diminuição recente dessas mesmas alíquotas'', afirmou.



