O diretor da Receita Estadual, Luiz Carlos Vieira, ressaltou que a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) também vem crescendo desde 2003. A média mensal de ICMS é de R$ 750 milhões a R$ 800 milhões. Mas, só nos primeiros 22 dias de fevereiro foram arrecadados 751 milhões com este tributo. Só para ter uma base de comparação, em janeiro de 2006, o ICMS rendeu R$ 797 milhões aos cofres do Estado.
Para Vieira, as facilidades oferecidas para as micro e pequenas empresas têm ajudado na ampliação da arrecadação. O diferimento interno que reduziu a carga tributária de 18% para 12% a alíquota das operações entre empresas, a recente isenção do ICMS da cesta básica, além da concessão de incentivos às importações realizadas por portos e aeroportos paranaenses também são medidas que, segundo ele, têm permitido o fortalecimento da economia do Estado.
De acordo com ele, o fisco estadual mudou a postura e passou a se preocupar mais com os grandes nichos de arrecadação que são 7 mil empresas que respondem por 90% do total que vai para os cofres estaduais. Hoje, os setores que mais contribuem são combustíveis (25% do total arrecadado), energia elétrica (15%), comunicação (13%) e veículos (5%).
O chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, disse que o dinheiro da arrecadação vai para as despesas permanentes dos programas do governo estadual como custeio, folha de pagamento de funcionários, saúde, educação e investimentos. Ele destacou que o reajuste salarial dos servidores estaduais que deve variar de 35% a 88% deve representar um custo de R$ 32 milhões a mais na folha de pagamento. O reajuste ainda precisa ser aprovado pela Assembléia Legislativa do Paraná para entrar em vigor. (AB)

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