Brasília - A arrecadação de impostos e contribuições federais em janeiro de 2014 registrou número recorde em comparação à receita obtida em qualquer mês da história: alcançou R$ 123,667 bilhões, contra R$ 122,548 bilhões de janeiro do ano passado (já corrigido pela inflação), segundo informou a Receita Federal.
No Paraná, houve queda de 3% na arrecadação dos tributos federais em janeiro. Foram arrecadados R$ 5,962 bilhões contra R$ 6,143 bilhões de janeiro de 2013 (valor já corrigido pelo IPCA). Do total do primeiro mês do ano, 74% se referem a receitas fazendárias e 26% às previdenciárias.
O imposto de renda de pessoa física e de pessoa jurídica responde por 30% da arrecadação da Receita no Paraná (R$ 1,8 bi). As contribuições previdenciárias (Gfip e Darf) totalizaram 26%, ou R$ 1,5 bi. O Cofins chegou a R$ 1 bi, ou 16%.
Na sequência, vem a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), com R$ 526 mi, ou 9% do total. Imposto de Importação e Exportação e Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI) respondem por valores muito parecidos: R$ 325 mi e R$ 311 mi, respectivamente, ou 5% cada.

Recorde
A receita recorde representa uma sinalização de que o governo está consolidando os alicerces da economia para alcançar o superavit primário (poupança necessária para o pagamento de juros da dívida pública) de 1,91% do Produto Interno Bruto (PIB) anunciado para este ano.
O estabelecimento de um reforço na arrecadação busca garantir uma receita capaz de atender às necessidades do País, embora não haja previsão de um leilão do pré-sal, como ocorreu no ano passado, que permitiu a arrecadação extra de R$ 15 bilhões. Também não está prevista, até o momento, a reabertura do Refis, um programa do governo que abre – por meio de redução de juros - uma janela de oportunidade para os devedores de impostos.
A arrecadação recorde no País foi impulsionada pelas vendas de bens e serviços, que aumentaram 2,87% em comparação ao mesmo período de 2013. Houve ainda, indicou a Receita, crescimento da massa salarial de 10,37% e do valor em dólar das exportações de 8,27%. O fator negativo foi a produção industrial, que registrou queda de 2,31%.

Alta
A Receita Federal estima um crescimento real na arrecadação de 3% em 2014, com um aumento gradual a cada mês. "Nós tivemos, por exemplo, um incremento na contribuição previdenciária (em janeiro). A questão da desoneração da folha impactando positivamente, gerando mais empregos formais e, portanto, um aumento no recolhimento da contribuição. Tivemos ainda o aumento do recolhimento no Imposto de Renda das empresas que trabalham com o aumento do lucro presumido", disse o secretário adjunto, Luiz Fernando Teixeira Nunes.

Imagem ilustrativa da imagem Arrecadação da Receita é recorde em janeiro
mockup